março 31, 2005
A Escrita Cónia (Parte 7): História do Estudo da Escrita Cónia

O primeiro a debruçar-se sobre a questão da utilização da escrita no sul de Portugal foi aquele que Caetano Maria Beirão designa muito justamente como “o primeiro arqueólogo português”, D. Frei Manuel do Cenáculo de Vilas-Boas (1724-1814), Bispo de Beja. A estes primeiros trabalhos e à revelação das primeiras estelas encontradas em Portugal, vieram a juntar-se mais algumas entretanto descobertas por Sebastião Philippes Martins Estácio da Veiga o qual, em 1880 e nos anos subsequentes, nas “Antiguidades de Mértola” publicaria mais algumas destas misteriosas estelas. O grande vulto da arqueologia portuguesa que foi José Leite de Vasconcelos nas suas andanças pelo país também abordou a questão das estelas inscritas nos seus trabalhos, conseguindo descobrir mais algumas destas inscrições. Após estes trabalhos, seria Francisco Martins Sarmento (1833-1899), que haveria de dedicar a sua atenção a uma das principais fontes clássicas escritas sobre a civilização cónia: a Orla Marítima de Rufus Festus Avienus. Anos mais tarde, Teixeira de Aragão estudaria as moedas com inscrições pré-romanas descobertas no sul de Portugal.
Conforme dissemos, as primeiras estelas que vieram a público foram-nos legadas por Frei Manuel do Cenáculo que publicou os seus desenhos no "Cuidados Literários do Prelado de Beja em garça do seu Bispado" uma obra que, no ano de 1791, publicaria. Segundo o religioso, os caracteres que observou "nas estelas sepulcrais caracteres fenícios ou turdetanos". Nas suas caminhadas pelo concelho de Ourique descobriu sete destas estelas. No “Sesinando Mártir e Beja sua Pátria” (1800) afirmava que as estelas tinha sido descobertas junto de sepulturas com diversos objectos, que não descreve. Em 1782, Francisco Perez Bayer encontraria em Alcalá del Rio (Sevilha) uma estela com caracteres semelhantes aos de Cenáculo.
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NEWS: O sismo que foi previsto

Pela primeira vez na História um grande sismo foi identificado com duas semanas de antecipação por uma equipa de sismologistas britânicos.
Num estudo datado de 17 de Março, a equipa britânica alertara para a possibilidade de um grande tremor de terra de grau 8,5 na zona oceânica a Oeste da ilha indonésia de Sumatra, como consequência directa das tensões libertadas pelo maremoto de 26 de Dezembro.
Este avanço na sempre incerta ciência da Sismologia é uma boa notícia para Portugal, com a nossa sempre presente situação de grande risco sísmico.
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março 29, 2005
SABIA Q: A Prisão dos Templários em 1307

A prisão dos cavaleiros templários teve lugar em França, em 1307, quando reinava Filipe o Belo. Os julgamentos dos frades cavaleiros prolongaram-se durante sete anos. Contudo, no final de 1313 (ano duplamente aziago), O papa Clemente V haveria de ceder às pressões do monarca françês e enviaria três cardeais a irem até Paris, em seu nome para aceitarem as confissões dos mais altos dignatários da Ordem. Tratavam-se dos cardeais franceses: Arnold Novell (antigo monge cisterciense), Nicolau de Fréanville (ex-confessor de Filipe) e de Arnold de Farges (sobrinho do papa). A selecção indicava uma grande parcialidade e como Filipe e Inocêncio prepararam tudo para leval a bom termo o fim da Ordem do Templo.
No ano seguinte, em 18 de Março de 1314 Hugo de Pairaud, tesoureiro e visitador do Templo e visitador do priorirado de França; Godofredo de Gonneville, preceptor da Aquitência, Godofredo de Charney, preceptor da Normandia e Jacques de Molay, grão-mestre do Templo seriam imolados pelo fogo perante uma numerosa assistência.
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NEWS: Mais 470 milhões, se faz favor...

O orçamento militar dos EUA ronda actualmente os 470 milhões de dólares. Este astronómico valor ultrapassa as despesas militares dos 18 países seguintes na lista de maiores orçamentos de defesa e correspondem a 36% de todas as despesas militares do planeta.
Eis explicada a superioridade militar americana. Sobretudo, quando se sabe que este 470 milhões são maiores do que todo o PIB da Federação Russa...
Contudo, estas imensas despesas militares estão também na base da relativa boa saúde da economia americana, dada a injecção de capital estatal no sector privado que implicam. Por outro lado, permitem também compreender o gigantesco déficit orçamental do governo americano, o qual, a médio prazo, pode acabar por estrangular o crescimento económico... Uma moeda de duas faces, em suma.
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NEWS: Preparando a chegada do ATV europeu à ISS

Foi instalado o hardware necessário para que o novo veículo de abastecimento europeu ATV possa atracar na ISS.
A operação realizada no dia 28 de Março demorou 4,5 horas de actividade extraveícular (EVA).
O equipamento instalado tratou essencialmente de antenas de comunicação (WAL 4, 5 e &) que haviam sido entregues pelo antecessor russo do ATV europeu, o cargeiro russo Progress M-52. Ironicamente, os EUA continuam a não ter meios próprios para lançar cargas ou tripulantes para o espaço... hehehe.
O ATV - que deverá entrar em serviço em 2006 - será capaz de transportar até 9 toneladas de equipamentos e provisões. O veículo será também usado para elevar a ISS até uma altitude mais elevada do que a actual.
O primeiro ATV via receber o nome de "Jules Verne" e encontra-se presentemente na Holanda na fase final de testes, após a qual será lançado do espaçoporto europeu na Guiana por foguetão Ariane 5
Encontra mais informação sobre o ATV aqui
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NEWS: A abolição da PEC e a traição da Comissão Barroso

Aparentemente, o PEC foi abolido. A admissão de umas quantas excepções ao deficit - elaboradas à medida da França e da Alemanha - vem demonstrar que a União Europeia ainda não passa de uma distopia erguida em torno desses dois grandes países e em relação aos quais o resto não passa de uma periferia desprezível.
Desde 2001 que os governos alemão e françês violaram repetida e descaradamente o limite de 3% do PEC escapando sempre escandalosamente a qualquer tipo de punições, isso enquanto os abutres da comissão se multiplicavam em ameaças contra a Itália e Portugal.
O irónico está em que a PEC fora exigida pelos teóricos do Bundesbank alemão para imporem ordem aos despesistas do "Club Med" e eis que é a própria economia alemã que se faz incumpridora quatro anos seguidos... Agora - com a inconsequente benção da Comissão Barroso - o duo vê recompensado o seu crime.
A morte anunciada da PEC não é negativa para as economias europeias, porque a PEC - adequada para períodos de crescimento, asfixiante para períodos de recessão - estava a entravar o crescimento da Europa e deflacionar o Euro. Assim, a sua decadência é uma boa notícia para todos nós. Mas o modo como termina é um insulto para um modelo de Europa que se queria paritário e justo para grandes e pequenos.
Esta é a minha primeira razão para votar não no Referendo à Constituição Europeia.
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SABIA Q: Os Vedas e o Sânscrito

Por volta do século XVII a.C. os povos indoeuropeus ou arianos atravessando o Irão chegam ao actual Penjab e chegam ao Norte do Decão, pouco depois.
Entre 1500 a.C. e 1000 a.C. surgem os primeiro poemas védicos, espelhando o sistema religioso desses invasores do norte.
Veda significa em sânscrito "saber", sendo dos quatro Vedas conhecidos o mais famoso e antigo, o "Rig-Veda". As suas descrições referem-se somente à região do Penjab, precisamente a primeira região ocupada por estes invasores.
"Os Vedas, assim como toda a a literatura sagrada da Índia, estão redigidos em Sânscrito. É, claro está, um língua indoeuropeia, parente próxima do iraniano. Ainda se serviam dela nos primeiros séculos da nossa era. Língua sagrada e estudada por todos os indianos cultos, melhor não poderíamos fazer compreender o papel que ela desempenha nas Índias do que evocando o lugar que o latim tinha entre nós na Idade Média. O sãnscrito, idioma elegante e polido (samscrita significa "acabado", "feito" ou "refeito intencionalmente", opõe-se ao prácrito, língua vulgar ("prâkrita significa "natural").
Excerto de "O Budismo" de Henri Arvon, p. 15-16 Colecção Saber, PEA
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março 27, 2005
NEWS: O Saque do Iraque: Bremer e o Petróleo

Bremer no seu papel de administrador dos EUA no Iraque tentou erguer neste país uma Utopia neoliberal durante a sua administração de sete meses. Durante o seu govermo o proconsul americano no Iraque permitiu que multinacionais americanas pudessem assinar contratos válidos por quarenta anos sobre activos iraquianos. Óbviamente, se o governo eleito decidisse alterar estas cedências de direitos só poderia fazê-lo pagando pesadas indemnizações. O projecto sofreu um revez quando o ayatola Ali Al Sistani se recusou a assinar bloqueou o projecto exigindo eleições para que a Constituição do novo Iraque fosse redigida somente depois das eleições, e não antes pela mão de Bremer. A 2 de Março de 2004 dois atentados junto a mesquitas xiitas convenientemente ocorridos precisamente após esta tomada de posição de Sistani levaram este a mudar de opinião. Crê-se que pressionado pelo receio de uma guerra civil entre xiitas e sunitas, o clérigo passava a aceitar esta proposta de Bremer.
Os recursos em questão eram evidentemente petrolíferos...
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NEWS: O Ministério da Agriculta proibe o abate de mais sobreiros pelo sector imobiliário

A recente proibição da continuação do corte de sobreiros na Herdade da Vargem Fresca, nos arredores de Benavente por parte do ministério da Agricultura veio desferir um golpe no predomínio do imobiliário sobre a economia portuguesa (este predomínio está aliás na raíz do atraso da mesma, pelo desvio de capital para sectores não produtivos que implica).
A ordenar esta proibição, Jaime Silva, o ministro em questão afirmou pretender: "garantir a protecção das formações florestais de especial importância ecológica, nomeadamente os montados de sobro. A protecção do sobreiro justifica-se largamente pela sua importância ambiental e económica, sendo proibidas as conversões em povoamentos de sobreiros".
Este massacre de sobreiros havia sido uma daquelas decisões "santana" tomada pelo anterior executivo que agora é - bem - anulada. Este abate estava a ser realizado para que a empresa imobiliária Portucale pudesse construir aqui um empreendimento turístico.
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SABIA Q: A Al Qaeda e os EUA: uma relação de amizade e colaboração na década de 90

"Durante os anos 90, agências do governo dos EUA colaboraram com a Al Qaeda num certo número de operações secretas, como foi confirmado num relatório de 1997 do Comité do Partido Republicano no Congresso dos EUA. De facto, durante a guerra da Bósnia, os inspectores de armamento dos EUA colaboravam com operacionais da Al Qaeda, fornecendo grandes quantidades de armas para o exército muçulmano bósnio. Por outras palavras, a administração Clinton estava a dar "guarida a terroristas". Além disso, declarações oficiais e relatórios dos serviços de informações confirmam a existência de laços entre unidades de informações militares dos EUA e operacionais da Al Qaeda, na Bósnia (meados dos anos 90), no Kosovo (1998-1999) e na Macedónia (2001)."
"A administração Bush e a NATO estavam em contacto com a Al Qaeda na Macedónia poucas semanas antes do 11 de Setembro de 2001. Conselheiros militares dos EUA de patente superior, actuando numa empresa privada de mercenários por contrato com o Pentágono, estavam a lutar ao lado mujadeines nos ataques terroristas contra as forças de segurança macedónias. Isto foi documentado pela imprensa macedónia e por delcarações de autoridades do país."
Excerto das páginas 22 e 23 de "Direito de Agressão; A Guerra da América pela Dominação Global; Michel Chossudovsky" Ed. Dinossauro.
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março 26, 2005
NEWS: A GM à beira do fim

As acções daquela que foi durante muito tempo o maior emblema da indústrai americana têm sofrido queda após queda e arrastaram a empresa para uma situação que faz prever o seu fim eminente.
A multinacional tem já uma dívida de 300 mil milhões de dólares (o PIB português em 2004 foi de 139 mil milhões de euros). Vários analistas do mercado concordam em que é impossível à GM sair sózinha do buraco que cavou com décadas de má gestão. Na prática a corporação está falida. A única salvação que lhe pode restar é uma intervenção do governo federal (deve ser a isto que chamam o "capitalismo a funcionar"...)
Certo é que o impacte da falência da GM seria enorme e certamente mais dramático que o da Worldcom (103 mil milhões de prejuízo) e que o da Enron ("apenas" 63 mil milhões).
Não foi à muito tempo que o governo americano salvou do colapso a emblemática Chysley (fabricante de alguns dos piores carros do mundo, diga-se), mas terá agora (guerra do Iraque) as verbas suficientes para intervir?
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NEWS: Iraque: Oito soldados americanos mortos por um carro armadilhado em Samarra

(Imagem ilustrativa que não se refere ao incidente reportado)
Segundo o jormal "Mafkarat al-Islam", citado por fontes da um carro movendo-se a alta velocidade teria embatido contra um checkpoint americano na cidade de Samarra. Embora os soldados americanos tenham tentado destruir o veículo, não conseguiram impedir a explosão do veículo junto do checkpoint. Segundo este jornal, teriam morrido no acto oito soldados americanos e um número indeterminado de feridos.
Tomados pelo pânico, os restantes soldados americanos teriam começado a abrir fogo indiscriminadamente sobre a população que passava na rua, ferindo quatro transeuntes, um dos quais com gravidade.
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NEWS: O Golpe de Estado no Quirguistão
O recente golpe de estado no Quirguistão vem revelar o estado das coisas no que respeita ao jornalismo feito em Portugal - e mais amplamente - no Mundo.
Neste país da Ásia Central, uma ex-República soviética, o poder foi tomado pelo líder da oposição, um tal de Kourmanbek Bakiev, que sucedeu ao anterior "presidente interino" Ichenbai Kadirbekov. Ou seja, a um "presidente interino" sucedeu outro. E que aconteceu ao presidente eleito, Askar Akaev? Fugiu para a Rússia de avião.
Este golpe de estado tem sido camuflado pelas agências noticiosas internacionais e pelos meios de informação em geral que dizem que "um levantamento popular" provocado pela corrupção galopante teria levado ao derrube do antigo regime. Portanto, os mesmos media que tanto defendem a Democracia defendem agora que esta caia na rua e defendem um regime que foi colocado no poder entre dois episódios de pilhagens a centros comerciais e a stands de automóveis. Por menos, já os EUA teriam pedido sanções e ei-los agora tão mudos quanto quedos... Porque será? Será porque a Quirquizia era dos poucos estados da região onde a Rússia ainda tinha uma influência dominante? Será porque só nela não havia bases militares norte-americanas? A tese da corrupção do anterior governos não merece créditos tendo sido muito provavelmente inventada nalgum gabinete da CIA e repetida pela sua filial CNN. O próprio "presidente interino" afirmaria que o anterior presidente: "Foi o primeiro Presidente do Quirguistão e fez muito pelo desenvolvimento económico do país e pela sua soberania".
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NEWS: O auxílio privado ao Maremoto da Ásia é maior do que o dos Governos (Portugal incluído)

Segundo notícia da edição online do "Público" os portugueses - agindo a título individual - teriam contribuído mais para a crise do Maremoto na Ásia do que o Estado.
Segundo Cecília Dionísio, do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado citada pelo Público: "O apoio público rondou os 10,5 milhões de euros e as várias campanhas realizadas por organizações não governamentais, empresas associadas e donativos do público em geral ultrapassaram os 11 milhões", aliás as contribuições particulares foram tão generosas que no site da AMI
No site da AMI (Assistência Médica Internacional), lê-se, por exemplo que, "face ao extraordinário contributo da sociedade portuguesa, a fundação tem condições de permanecer no terreno por um período de três a cinco anos".
Este fenómeno não foi exclusivo português, ocorrendo, segundo notícia do Público também no Reino Unido, na Holanda, na Arábia Saudita e na Suíça. As razões para este estranho fenómeno devem-se à crescente retirada por parte dos Estados das áreas de compromisso sociais e de apoio humanitário, áreas onde os Estado neoliberais e neoconservadores da actualidade têm vindo a desinvestir deixando essa acção para ONGs que tentam fazer impossíveis com verbas que são uma fracção daquelas que os governos da década de 70 e 80 reservavam para a intervenção humanitária e social.
Em última instância, as vítimas do Maremoto são vítimas também do neoliberalismo, esse tal "pensamento único" que se infiltrou como um parasita nos partidos de centro-esquerda e centro-direita (o "grande centrão") que nos governam.
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SABIA Q: A Escrita Cónia (Parte 6): A Escrita Cónia como a primeira das escritas ibéricas?

Mas destas diversas escritas ibéricas qual seria a mais antiga? A partir de qual teria passado o sistema de escrita fenício aos outros povos da Península Ibérica? Teoricamente, seriam as populações que habitavam nas margens orientais da Península que teriam primeiro contacto com os navegadores fenícios, aliás, também o mais poderoso dos potentados ibéricos, o reino de Tartessos, se situava nessa região, embora que ainda no seu extremo Sul. No âmbito desta questão de precedência, a numismática pode fornecer-nos algumas pistas. Antonio Guadan, um prestigiado numismata espanhol, observava no seu “Numismática Ibérica e Ibero-Romana” que nenhuma destas moedas era anterior ao século II a.C. Observava ainda que os signos aqui observados eram, na sua opinião, “a consequência da infiltração lenta de um primitivo grupo de signos alfabetiformes, que se introduzem na Península pelo Sudoeste entre zonas de diferentes culturas e de variadas composições étnicas e linguísticas”. É ainda possível que tenham existido diversas penetrações simultâneas e independentes, nomeadamente nas zonas de influência fenícia no sul e nas de influência grega no Norte. Lopes Navarro defendeu a precedência da Escrita Cónia sobre as demais, e esta teoria tem vindo a receber força através da autoridade de J. R. Ramos que tem defendido recentemente uma tese semelhante. Assim sendo, os cónios receberam a escrita através de Tartessos, com quem mantinham intensas relações comerciais e culturais, e somente numa fase posterior e estes, por sua vez, dos fenícios, com alguma possível influência grega. Contudo, a escrita cónia não surge nos locais arqueológicos tartéssicos, pelo que não se tratou de uma importação directa, mas de uma adaptação local provavelmente resultante de contactos directos com mercadores fenícios por volta de 800 a.C. como se pode inferir a partir do tipo de caracteres fenícios importados que recuam precisamente a essa época . A maioria das estelas conhecidas foi datada entre os séculos VI a.C. e V a.C., mas existem exemplos que ultrapassam em ambas as margens estes limites temporais. Os primeiros testemunhos surgem na forma de marcas de propriedade em olaria datada do século VIII a.C. naquela que seria muito provávelmente a primeira utilização de um sistema de escrita indígena na Península Ibérica.
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SABIA Q: O Santo Graal e a Ordem de Mariz

(...) "por volta de 985 d.C. a Taça Sagrada (Graal) esteve na face da Terra, e em Portugal entre os século XII-XV, da qual uma réplica sua permaneceu oculta no País até aos meados do presente século (XX), à guarda de certo Barão de nome Henrique Antunes da Silva Neves!... Durante três séculos o Culto do Santo Graal foi celebrado secretamente na Sé Patriarcal de Lisoa, sob a discreta vigilância e indeformável observância dos Templários da Soberana Ordem de Mariz, cujo Rito do Santo Sangue, identificado pela Maçonaria posterior ao da "Degola de São João", seria posteriormente levado as Américas por Cristovão Colombo e Pedro Álvares Cabral."
"A Ordem São Bento de Avis, de pendão verde, fora criada por Afonso Henriques precisamente para suster, através da sua reservada Ordem de São Miguel da Ala, a Sabedoria Celeste do Santo Graal, enquanto a do Templo de Salomão, de pendão vermelho, para defender e preservar na Terra essa mesma Sabedoria Divina, e ambas Colunas-Defensivas da mesmíssima e secretíssima Ordem de Mariz, propietária legítima dos Mistérios Maiores da Tradição Iniciática das Idades."
excerto de:
"História Oculta de Portugal" de Vítor Manuel Adrião, pág. 59,
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março 25, 2005
SABIA Q: O Fim do Império Romano e o Fim do Mundo Contemporâneo

Todas as civilizações são temporalmente finitas. E não é por vivermos na mais sofisticada de todas aquelas que a História conheceu que devemos alimentar a ilusão da sua eternidade. Existem aliás numerosos indícios de que a chamada "Civilização Ocidental", de matriz anglo-americana, se aproxima rápidamente do seu Ocaso.
Após o colapso da União Soviética e a decomposição de quase todos os regimes comunistas restou apenas uma única superpotência: os Estados Unidos da América.
Nunca antes na História se repetiu uma situação semelhante, com excepção talvez para o predomínio britânico no início do século XIX.
Mas apesar de todos o poderio militar e económico dos E.U.A, a verdade é que crescem os indícios de que a imensa extensão do seu domínio começa a ser demasiado grande, mesmo para os seus gigantescos recursos (o orçamento militar dos EUA é hoje igual a todo o PIB da Rússia).
À semelhança do Império Romano do século III, que tinha, também ele, crescido para além das suas capacidades defensivas, o seu sucessor modernos deixou-nos repetidos insucessos em Cuba e mais recentemente no Vietname, Somália e até no Iraque onde após uma vitória fulgurante se assiste a um impasse desfavorável às forças de ocupação americanas. Estas derrotas, mais ou menos humilhantes, minaram seriamente o prestígio americano no mundo e podem até indicar que o "século americano", que começou com a libertação da Europa pelos G.I.s americanos se aproxima do seu fim.
Quando uma potência militar se recusa a arriscar a vida dos seus soldados na defesa dos seus interesses e não hasita em utilizar "soldados de procuração" (o exército do "Vietname do Sul", a "Aliança do Norte" no Afeganistão e a "Guarda Nacional" no Iraque), assistimos uma vez mais a um fen´´omeno semelhante ao dos ´´ultimos s´´eculos do Imp´´erio Romano.
Com efeito, a partir do século II, os imperadores romanos têm cada vez mais dificuldade em recrutar os seus concidadãos e em levá-los a defender as fronteiras do império. A partir dessa época chegam os primeiros mercenários visigodos, ostrogodos e francos, que se instalam progressivamente, primeiro como "tropas auxiliares" e, posteriormente, recebem mesmo "contratos" para defenderem provincias inteiras sem serem sequer enquadrados no Exército Romano.
As semelhanças com o moderno exército dos EUA são flagrantes.
Na "Operação Raposa do Deserto" nem um só soldado de infantaria participou nesta campanha contra o regime de Saddam Hussein. Foram no tentanto lançados mais mísseis de cruzeiro Tomahawk que durante toda a anterior "Tempestade do Deserto" e os meios aéreos envolvidos foram enormes, contudo, nem um infante, porquê?
Simplesmente, porque a opinião pública americana não seria capaz de tolerar mortes americanas. é certo que embalados pelo sucesso no Afeganistão, no Iraque já enviaram mais de cem mil soldados de infantaria, mas fazem-no de um modo relutante, e acreditaram que em menos de um ano as tropas estariam de volta. Sabe-se agora que irão permanecer no Iraque até pelo menos 2006... A intenção era ir e regressar, mas a coisa correu mal...
O americano médio está pronto a lucrar com as vantagens económicas que resultam da sua posição ímpar no mundo, mas não está disposto a arriscar a sua vida e a dos seus filhos por ela. É precisamente por esta razão que a médio prazo os níveis de baixas americanas no Iraque irão levar à retirada americana do Médio Oriente.
Esta relutância leva os líderes norte-americanos a verem-se forçados a empregar dispendiosos e avançados meios tecnológicos contra os seus adversários, ou, sempre que possível a usarem soldados de outras nações nas "suas" guerras: croatas contra sérvios, na ex-Jugoslávia; Ugandeses e Ruandeses contra Kabila; Sul-Vietnamitas contra o Vietcong; no Afeganistão A Aliança do Norte.
Mas o mercenário preferido dos EUA é o cibernético: mísseis de cruzeiro, sofisticados sistemas de "scrambling" d
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Segundo várias sondagens o referendo à Constituição Europeia será chumbado pela maioria dos franceses
Segundo uma sondagem do jornal françês "Marianne" 55% dos franceses irão votar "não". O aumento do "não" à Constituição Europeia tem sido crescente nas sondagens, ganhando aparentemente terreno à esquerda e à direita, num unanimismo raro na sociedade francesa.
Em Portugal também se irá realizar um referendo idêntico. Mas se o "não" ganhar em França é impossível que este projecto de Constituição possa avançar sem sofrer alterações profundas, dadi que a França é conjuntamente com a Alemanha o par de locomotivas da Europa. Neste contexto, o referendo em Portugal em Outubro seria irrelevante.
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Construído o primeiro F-16I para a Força Aérea Israelita

O primeiro F-16I Sufa ("Tempestade" em hebraico) foi construído na
fábrica da Lockheed Martin e será entregue a Israel brevemente. O aparelho faz parte de um lote de 102 encomendados por Israel em 1997
Tendo ponderado a aquisição de F-15Is adicionais, Israel acabou por optar pelo F-16I pelo seu custo inferior, isto apesar deste programa ter custado mais de 4,5 biliões de dólares a Israel (ou seja, 45 Milhões por avião, o que é quase metade do custo de cada F-15I: 84 milhões...)
O F-16I é uma versão muito alterada do F-16 Block 50/52, com motores novos, nova aviónica e equipamento de armas do mais sofisticado que a indústria contemporânea oferece. A maioria deste equipamento de primeira linha não é de construção americana, mas israelita e é da responsabilidade da companhia israelita Lahav, uma divisão da IAI (Israel Aircraft Industries).
Posted by ruipmartins at 12:20 AM | Comments (1)
A Secreta Ordem de Mariz

"A Ordem de Aviz (São Bento de Aviz), por sua vez, Ordem militar e religiosa, ou melhor, com o mesmo cunho exotérico e esotérico das verdadeiramente iniciáticas, foi instituída por Dom Afonso Henriques, em 1162. Depois da conquista de Évora, os freires habitaram uma parte dessa cidade, ainda hoje chaamada Freiria; passaram depois a Aviz. Em 1789, Dona Maria I secularizou esta Ordem, cujos estatutos e insigínias foram modificados por Dom Carlos." (...)
"Tal Ordem, entretanto, servia de escudo (ou "cobertura exterior", Círculo de Resistência, etc.) a uma outra intulada "Ordem de Mariz", pouco importa que a História a desconheça por completo. Seus raros filiados espalhavam-se por toda a parte do mundo, como "Membros do Culto de Melquesideque", sendo que o nome "Mariz", que aliás inúmeras famílias nobres de Portugal o possuíram, tem por origem: Morias, Mouros, Marús, etc." (...)
"No distrito de Bragança, e concelho de Anciães, fica a 6 km desta vila a aldeia de Pombal, distanto 104 para NE de Braga e 360 para N de Lisboa. No funo de extenso "monte", descendo para o rio Tua,
bortam aí duas nascentes num local denominado São Lourenço, por se achar o tanque que as recebe construído em uma casa, que em outros tempos foi a capela dedicada ao referido Santo... Tão modesto balneário foi mandado construir em 1730 pelo padre Antóni de Seixas, talvez membro da referida Ordem... Uma das nascentes é muito abundante, e ambas são conhecidas pelos nomes: Pombal dos Anciães, São Lourenço e Caldas dos Anciães. Outrora, porém, ninguém sabe a razão, chamavam-se às duas Fontes, Henrique e Helena... A água jorrava de duas bocas, representadas por dois golfinhos. E por cima, Castor e Pollux."
"Era aí, como se disse, onde se reuniam, em tempos mui distantes de hoje, os preclaros Membros da Ordem de Mariz. Santos e Sábios Homens, muito influíram na grandeza do velho Portugal, e também na do Brasil."
"A Ordem de Mariz tinha as suas insígnias (crz e fita) Verde e Vermelha, isto é, o Verde que veio a usar depois a de Aviz, e o Vermelho da da cristo. Interessante que são as mesmas cores da respeitável Bandeira de Portugal..."
Excerto de "Cagliosto e São Germano", Revista "Dhâranâ", Brasil, 1941 de Henrique José de Souza.
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março 24, 2005
A importação de madeira exótica em Portugal

As associações ambientalistas têm-se multiplicado em declarações e acções de protesto contra a importação de madeiras exóticas em Portugal.
Estas associações apelam aos consumidores que adquiram apenas madeira devidamente certificada, de modo a evitar a importação de madeira abatida ilegalmente, sobretudo no Brasil, na selva amazónica.
Como afirmou hoje o presidente da Quercus, Helder Spínola:
"Portugal é o quinto maior importador do mundo de madeira da Amazónia", adiantando ainda que "É muito importante que os consumidores peçam nas lojas onde vão comprar móveis ou outros objectos de madeira a certificação da sua origem"
A Greenpease estima que actualmente cerca de 80% de toda a madeira recolhida na Amazónia o é em operações ilegais e que fojem a todo o controle, contribuindo severamente para o desaparecimento gradual desse pulmão terrestre que a selva amazónica.
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Iraque: (22 de Março) A Resistência reclama a morte de nove soldados americanos em al-Qa'im

Segundo fontes da Resistência , um grupo de sete resistentes armados com C5K e lança-foguetes RPG7 teriam atacado uma coluna de cinco jipes Humvee e um tanque na cidade de al-Qa'im, perto da fronteira com a Síria, às 11:15 da manhã. Dois Humvee teria sido destruídos no ataque, com a consequente perca de onze dos seus ocupantes: nove mortos e dois feridos. A Resistência admitiu ter perdido três combatentes neste ataque. Após o fim dos combates o local foi cercado por forças da polícia iraquiana.
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A Escrita Cónia (Parte 5): As Escritas Indígenas da Península Ibérica e os seus Grupos Linguísticos

As cinco escritas utilizadas na Península Ibérica pertencem a um grupo comum, o que resulta das suas semelhanças morfológicas e das proximidades linguísticas conhecidas. Para elaborarmos os traços dominantes da Escrita Cónia é necessário que estudemos essas semelhanças e proximidades. Se os Cónios puderem ser integrados nesse grupo devemos encontrar esses mesmos vestígios.
Todas estas formas de escrita têm em comum uma série de traços: desde logo são todas escritas mistas, ou seja, com uma mistura de alfabetos com silabários (em que o caracter representa não uma letra mas fonemas, sílabas e sons isolados), por outro lado, a maioria destas populações utilizava variações de uma mesma língua, de raiz mediterrânea e não-indoeuropeia. Mas também, os próprios caracteres utilizados pertencem a um mesmo “núcleo duro”, existindo variações locais e temporais, mas sempre construídas em torno destes caracteres criados a partir de modelos fenícios e gregos.
Essas proximidades tornam-se evidentes quando observamos que na região da Escrita Cónia também existem testemunhos de outras escritas indígenas peninsulares utilizando a Escrita Ibérica Levantina, a Greco-Ibérica ou caracteres Levantinos. Toda esta comunhão pode indiciar que as comunidades étnicas que habitavam no Sudoeste da Península partilhavam de uma língua muito próxima, ou pelo menos de uma qualquer língua franca com a qual pudessem dialogar. Ora não é credível que comunidades étnicamente tão semelhantes precisassem do grego, fenício (ou do hebraico conforme sugere Moisés do Espírito Santo) para se entenderem mutuamente. É certo que as suas escritas são tão distintas que não falavam certamente exactamente a mesma língua, mas acreditamos que até à época romana existiam proximidades suficientes para que se entendessem mutuamente. Assim sendo, todas ou pelo menos a maioria das inscrições nas diversas escritas ibéricas deveriam poder ser lidas pela maior parte das populações.
É possível desenhar a partir dos vestígios toponímicos que as fontes clássicas nos deixaram uma mapa das línguas indígenas na Península Ibérica. J. Gorrochategui identifica um grupo de nomes muito antigo, sobre o qual assentaram topónimos mais recentes, formados com ili- e briga-. Dentro das áreas geográficas de cada grupo o nível de coerência é bastante elevado. O investigador basco identificou assim os seguintes grupos, relacionados com as línguas faladas na Península:
Grupo Celtibérico: Inclui as populações de Arevacos, Vacceos e Carpetanos.
Grupo Cantábro-alavés
Grupo Astur-galaico: Existem aqui alguns teónimos celtas, embora o maioria dos vestígios os remeta para um nível vestigial.
Grupo Lusitano-vetão
A escrita cónia está geograficamente inserida neste grupo Lusitano-vetão, embora poucos traços tenha de comuns com a escrita lusitana (presente em raros testemunhos) e pertença a um ramo mediterrânico de línguas, enquanto que estes falavam uma variações local do celta, uma língua do profícuo ramo indo-europeu.
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Vôo inaugural do primeiro Hawk Mk 120 construído na África do Sul
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A 13 de Janeieo realizou-se o primeiro vôo do avião de treino Hawk Mk 120 construído sob licença britânica pela empresa sul africana Denel. Esta empresa irá montar 23 dos 24 Hawk encomendados por esta nação do sul de África, começando as entregas em meados deste ano à razão de dois por mês.
Assim começa o programa de modernização da mais eficiente força aérea do Sul de África utilizando mão-de-obra, recursos e empresas locais. Muito temos a aprender com a África do Sul. Nós, e os nossos F-16 americanos em segunda mão.
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março 23, 2005
Portugal ou PortuGral ou Porto Graal e o selo afonsino de Tomar
No documento de doação da cidade de Tomar, Dom Afonso Henriques utilizou um selo curioso onde a disposição das letras que formam a palavra "Portugal" deixam entever uma leitura alternativa se lermos primeiro no exito vertical: POR, depois, na primeira metade horizontal: TU e por fim, na segunda metade horizontal: GRAL. O que pode ser lido "Porto + Gral" ou "porto do Graal". Segundo esta leitura Dom Afonso Henriques ou quem, a seu mando, elaborou o selo, identificava Portugal como o local onde teria aportado essa taça mítica conhecida como o Graal.
A este propósito, lembremo-nos de que os templários - tradicionais guardiães do Graal segundo Esenbach - fundaram precisamente em Tomar a sua sede nacional e que foi em Portugal que a Ordem mais foi defendida e prosperou depois da perseguição em terras francesas.
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António Costa e o novo Código da Estrada

Quando o novo governo entrou em funções encontrou o novo Código da Estrada com 21 normas por regulamentar. António Costa tomou então a decisão de polémica de não adiar a entrada em vigor do novo código apesar das reservas manifestadas pela PSP e pela GNR. Contudo, vê-se hoje que tinha razão. Encontram-se hoje regulamentadas 20 dos 21 artigos que o governo santânico deixara por regulamentar.
Nota positiva para o Governo.
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MacOSX: Erros diversos em InDesign 3.01

A) Um ficheiro de preferências corrompido é provavelmente a causa mais comum para erros e instabilidade com o Adobe InDesign. A solução passa por recriá-lo.
Ao apagar o ficheiro de preferências, as configurações do InDesign vão obviamente perder-se.
1. Fechar o InDesign
2. Arraste os ficheiros InDesign SavedData e InDesign Defaults de Users/local/Library/Preferences/Adobe InDesign/Version 3.0 para o Lixo.
3. Abrir o InDesign.
Configurar de acordo com as necessidades. Se o problema recorrer, não era um ficheiro de preferências corrompido.
B) Ficheiros adobefnt*.lst corrompidos
1. No Finder fazer File > Find.
2. Escreva Adobefnt.lst ou Adobefnt05.lst ou Adobefnt06.lst, seleccione o disco de arranque e dê Return
3. Apague todos os ficheiros Adobefnt.lst, Adobefnt05.lst, e Adobefnt06.lst encontrados.
4. Arranque o InDesign, para que sejam recriados automaticamente.
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A Escrita Cónia (Parte 3): A Escrita Levantina (ou Ibérica do Norte)

A partir do Sul, da Escrita Meridional, surgiu, mais a norte, a
Escrita Levantina. Muito inovadora, pela introdução de uma série numerosa de novos caracteres, quase todos ligados à nasalização, como m’, a partir do u meridional, e m, como uma variante de n.
Os seus caracteres são semissilábicos e serviram para registar uma língua ibérica. Os seus textos apresentam-se quase sempre da esquerda para a direita. Alguns autores espanhóis designam esta escrita de "escrita ibérica", um nome que sobrevive hoje apenas devido ao costume, visto estar já perfeitamente firmado que não era este o único sistema de escrita empregue na Península Ibérica pelos seus indígenas, preferimos por essa razão, a designação de “Escrita Levantina”, que, aliás, tem vindo a ser empregue cada vez com maior frequência. Os vestígios desta escrita indígena surgem desde a faixa mediterrânea francesa até Segura, em território do País Basco espanhol. Razoavelmente conhecida, servia de suporte à língua Levantina (também conhecida por ibérica no sentido restrito). Estas inscrições são datadas entre os séculos IV a.C. e os I a.C.
O seu valor fonético pôde ser recolhido a partir dos seus documentos mais importantes, as legendas monetárias através do trabalho de Gomez Moreno. Este investigador começou a sua abordagem pela legendas bilingues que, naturalmente, permitiam a identificação rápida de alguns signos. Assim, reconheceu os caracteres para CEL nas moedas da Colonia Iulia Celse, GIL, nas moedas de Edetania e SAETABI, nas de Xátiva. Passou de seguida às moedas de séries ibéricas que eram continuadas com moedas de semelhante tipologia mas com legendas latinas, o que permitiu recolher os caracteres para BILBILIS, SEGOBRIGA e CLOUNIOQ. Prosseguindo ainda mais longe nesta sua análise, Gomez Moreno acabou por obter uma leitura relativamente consensual para os valores fonéticos destes caracteres. Observemos por fim, que o autor identificou vários sons que nos signos silábicos se revelam imprecisos, nomeadamente B e P, T e D e, por fim, K e G.
A Escrita Levantina pode ser subdivida em duas variantes utilizadas durante os séculos IV e III a.C.: Uma empregue a norte do rio Ebro, e conhecida como sistema Catalão; e uma segunda, usada mais a sul e conhecida como sistema Edetiano. Depois do século III a.C., o sistema Catalão deixou de ser utilizado, permanecendo apenas o sistema Edetiano.
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março 22, 2005
A demografia portuguesa e a inseminação artificial

Nos últimos anos tem-se assistido a um multiplicar dos casos de inseminação artificial. Este fenómeno está estreitamente ligado ao aumento da idade do matrimónio e ao facto de as mulheres serem mães cada vez mais tarde.
Ambos os fenómenos fazem com que seja cada vez mais comum encontrarmos mulheres que só a partir dos quarente têm disponibilidade mental e financeira para darem à luz pela primeira vez. Isto resulta sobretudo de uma sociedade cada vez mais competitiva em que os lugares e as carreiras exigem cada vez mais tempo e disponibilidade por parte dos empregados, e somente quando as carreiras se encontram minimamente consolidadas é que homens e mulheres estão prontos para comportar essa alteração radical no modo de vida que é terem o primeiro filho.
Assim, este "envelhecimento" da idade da primeira gravidez é uma consequência directa do desiquílbrio das relações laborais a favor do empregador. Este reforço do papel das empresas na economia está também neste respeito a prejudicar o bem comum, ao estar na base da quebra demográfica. Com efeito, as mulheres que engravidam aos quarenta anos têm vidas férteis mais breves e consequentemente, têm menos filhos que aquelas que engravidam aos vinte anos.
Para travar este deslocamento para os 40 anos da primeira gravidez urge ao Estado tomar medidas urgentes:
a) Promover a criação de uma rede nacional de creches gratuitas, que permitam que as famílias possam sustentar os seus filhos mais cedo na sua vida profissional, ao invés de terem que aguardar pelo topo da sua carreira;
b) Punir severamente as empresas que desmotivam e desclassificam os seus funcionários que tendo vida familiar têm que prestar assistência à família, por doença, ou mesmo em caso de gravidez. Neste respeito, a aceleração do trâmito judicial seria muito importante;
c) E, - sobretudo - Isentar de impostos e contribuir total ou parcialmente para os muito caros processos de inseminação artificial (cada processo custa mais de 6000 euro e frequentemente só é bem sucedido ao fim de 3 ou 4 tentativas goradas);
Posted by ruipmartins at 09:41 PM | Comments (0)
A Escrita Cónia (Parte 2): A Escrita Meridional

A chamada escrita Meridional é assinalada a sul de Júcar e noutros pontos da Alta Andaluzia. Este sistema de escrita resultou de uma influência exercida a partir do Sudoeste da Península, da Escrita Cónia . Ao contrário desta, os seus caracteres são semissilábicos, mas mais semelhantes com os da Escrita Cónia do que os da Escrita Levantina, o que indicia a existência de uma influência directa. A língua seria dos seus utilizadores seria o Ibérico, e a necessidade de registar uma língua diferente levou à necessidade de adaptar os caracteres recebidos dos Cónios para a variante hoje conhecida como “Escrita Meridional”.
Posted by ruipmartins at 08:35 PM | Comments (0)
A Escrita Cónia (Parte 1): As Escritas Pré-Romanas da Península Ibérica

A questão da origem das escritas pré-romanas da Península Ibérica tem feito correr imensos rios de tinta. Actualmente, existe um consenso em torno da origem oriental dos sistemas de escrita ibéricos, divergindo os historiadores na defesa de uma origem dupla ou por uma única fonte. Embora muitos tenham defendido uma origem dupla, a partir da escrita grega e da fenícia, a corrente que defende a origem única, a partir da escrita fenícia, tem vindo a ganhar solidez nos últimos anos.
A paleografia indica a Escrita Sudlusitânica ou Cónia é o mais antigo dos sistemas de escrita ibéricos, e é precisamente nesta que a forma dos signos mais se assemelha aos fenícios de onde provém em primeira mão. A morfologia dos signos provenientes do fenício indica que este empréstimo ocorreu por volta do século IX a.C. o que permite datar a introdução da escrita na Península, provavelmente através de Tartessos com a qual os fenícios mantinham intensos laços comerciais e com quem os cónios pareciam manter relações muito próximos, se é que não faziam parte mesmo parte dos domínios políticos dessa cidade. A prioridade da Escrita Cónia é também confirmada pela arqueologia que nos apresenta os primeiros exemplos do uso de escrita na Península na forma de estelas cónias datadas do século VI, isto, dois séculos das inscrições Levantinas ou Meridionais mais tardias.
Posted by ruipmartins at 08:25 PM | Comments (0)
O mistério da estátua equestre da ilha do Corvo

Segundo escreve Damião de Góis na "Crónica do Sereníssimo Príncipe Dom João" quando os portugueses chegaram a essa remota ilha encontraram uma estátua equestre no cume noroeste da serra no centro da ilha, colocada sobre um pedestal quadrado. Construída a partir de um único bloco de pedra, a estátua representava um cavaleiro com a sua montada e coberto por um manto e com a cabeça descoberta. Com a mão esquerda segurava as crinas do cavalo e apontava com o direito para Ocidente.
O rei Dom Manuel I teria mandado a Duarte d´Armas que fizesse um desenho da estátua e ordenado o seu transporte para a corte de Lisboa, mas o monarca só viria a receber pedaços do monumento, nomeadamente, a cabeça, e o braço e mão direitos, assim como parte do cavalo. Estas peças teriam sido guardadas no palácio real, tendo-se perdido o seu rasto a partir daqui.
Na base - deixada no Corvo - existiriam algumas letras numa escrita desconhecida que foram copiadas em 1529 por Pedro da Fonseca, mas cujo teor ninguém conseguiu até hoje identificar.
Posted by ruipmartins at 08:07 PM | Comments (2)
19 de Marco: Iraque; Combates intensos este sábado na cidade de Tall 'Afar

Segundo jornalistas árabes, na zona sul da cidade de Tall 'Afar teriam decorrido neste Sábado intensos combates de infantaria entre US Marines e forças da Resistência iraquiana.
Aproximadamente cerca de uma centena de guerrilheiros cercaram um grupo de Humvees dos Marines. Recebendo forte apoio aéreo, os Marines no final desse dia não tinham ainda conseguido quebrar o cerco. Contudo, um dos Black Hawks que prestava apoio directo teria sido abatido, desconhecendo-se o destino da tripulação. Para além do helicóptero, sete blindados (APCs, presume-se) e quatro Humvees teriam sido igualmente destruídos. Segundo fontes da Resistência teriam morrido 40 militares americanos, e outros 20 nas montanhas dos arredores. Em resposta, as forças americanas terão bombardeado casas de civis, provocando várias dezenas de mortos. A Resistência não divulgou os números das suas baixas.
Fonte: www.albasrah.net
Posted by ruipmartins at 12:41 AM | Comments (0)
Sócrates e os Lobbies

Para variar, estou a gostar do estilo sócrates de governação:
a) Começa por dar ordem de silêncio aos desmandos dos ministros, e dando o sinal oposto à verborreia santânica: eles calam-se! Revela autoridade e coordenação: duas qualidades inexistentes em Santanaz.
b) Logo no discurso de tomada de posse enfrenta o poderosíssimo lobby das farmácias com a proposta de venda de medicamentos sem receita médica noutros locais que não as farmácias. Tendo em vista o volume astronómico da dívida do Estado às farmácias: revelou grande coragem. Veremos se revela idêntica determinação.
c) Lança-se hoje (22 de Março) contra o igualmente poderoso lobby dos juízes e dos seus privilégios, começando pela escandalosa e incompreensível (incompreensível pelos atrasos da Justiça) concessão de três meses de férias (contando com a pausa pelo Natal e com a da Páscoa...). As associações corporativas já vieram dizer da sua preocupação: "como vamos agora organizar as nossas férias?" Coitados... O que farão com apenas dois meses de
férias, sendo que o segundo é da Páscoa e do Natal, somando esses dois períodos. Responderei eu: fazem como o resto dos portugueses: gozam apenas um mês.
Agora falta atacar os outros dois grandes lobbies: o dos Médicos e dos Bancos... Tarefa bem mais difícil...
E contudo, este combate é decisivo para o progresso deste país e os próximos quatro anos não serão tarde demais para que se realizem as reformas tão necessárias. Se estes lobbies (e outros, como o dos funcionários públicos e esses adorados dos trâmites processuais, os advogados) forem vencidos, Portugal dará um passo importante no caminho do Desenvolvimento.
Posted by ruipmartins at 12:04 AM | Comments (2)
março 21, 2005
O discreto e inteligente rearmamento sírio

Enquanto vai aplacando a ira busha contra si, através de retiradas parciais do Líbano e da entrega de refugiados do antigo regime iraquiano, a Síria vai paulatinamente rearmando-se...
Sabendo que os EUA se a atacarem vão começar por bombardeamentos aéreos massivos, será precisamente nessa frente que deve concentrar os seus esforços. Ora o montante gigantesco da dívida síria (13 mil milhões de USDs) à ex-URSS impede a aquisição de aeronaves capazes de enfrentar a aviação americana, sendo que os 56 Mig 29 pouco poderão fazer (os seus melhores mísseis AAM, os R-27s/AA-10 estão aquém do alcance dos mísseis dos aviões americanos). O resto da força área então, ainda é mais irrelevante .
Assim, resta apenas aquilo que ela está efectivamente a fazer: adquirir tantos meios anti-aéreos quanto o possível: Mísseis SAm portáteis Igla (SA-18) e mísseis tácticos balísticisos Iskander-E (SS-X-26). Decorrem também negociações para a aquisição de sistemas de defesa área de curto alcance Tor-M1 (SA-15) ou Pantsit-S. O melhor sistema de defesa anti-aérea do mundo, com um alcance de uns inscríveis 400 Km, o S400 parece estar também nesta ambiciosa lista, mas pressões norte-americanas têm impedido a Rússia de levar a bom termo este negócio com a Síria, segundo consta.
A inteligência das movimentações diplomáticas da Síria (retirada do Líbano, entrega de iraquianos, aliança com o Irão) revela um jogador ao nível dos melhores do mundo. A própria escolha dos sistemas de armas adquiridos revela grande inteligência, assim como a discrição com que estão a ser feitas.
Em suma, Bashar Assad, está a revelar-se um mestre no complexo jogo de xadrez que é o Médio Oriente pós-Bush...
Posted by ruipmartins at 04:33 PM | Comments (0)
Os gratificados da PSP

Em maré de assassinatos a polícias, importa sublinhar umas das anomalias mais flagrantes quanto ao funcionamento da PSP (e da GNR, presume-se): Os serviços gratificados :
a) Agentes desportivos:
Aquando da realização de um qualquer "grande jogo" é frequente a PSP deslocar para o estádio onde este se vai verificar centenas de agentes. Nos chamados "jogos de risco" a presença de 400 agentes não é rara, colocando-se imediatamente a questão: de onde vieram estes agentes? A menos que a PSP mantenha um armazém frígorífico com polícias congelados, estes polícias têm que ser desviados de outras tarefas de policiamento. Isto é, para manter na ordem uns quantos desordeiros das claques, toda a comunidade sofre uma quebra de segurança. É certo que pode argumentar-se que boa parte dos meliantes fazem parte das claques e que - consequentemente -não estarão a assaltar ou a violar à hora dos jogos, mas ainda haverá bastantes em livre e não-vigiada actividade nas ruas.
b) Quantos agentes estão a prestar serviços gratificados?
Caminhando num sábado de manhã na Avendida de Roma, num espaço de cerca de 300 metros encontra-se um polícia à porta da Zara, outro, à porta do Minipreço, outro à porta da Ourivesaria Torres e outro, a dez metros do terceiro, à porta da assembleia municipal. Num raio de 300 metros quantos mais haverá? E em toda a cidade de Lisboa? Quantos polícias estão em Lisboa á porta de estabelecimentos comerciais e da casa de políticos? Demasiados para o crescimento do crime violento nos últimos cinco anos... E sabia que se um destes polícias vir um assalto no outro lado da rua, não pode intervir? Ou seja, não pode deixar a porta que lhe está a pagar o gratificado? É a completa mercenarização da autoridade policial...
c) As multas de trânsito e os "prémios de desempenho"
Os péssimos vencimentos da PSP são domínio público. E este nível salarial é o maior problema que as forças de segurança sofrem em Portugal. São esses baixos salários que explicam a dependência dos polícias dos serviços mercenários conhecidos como "gratificados".
Usados como meio de pressão e manipulação pela hierarquia, os gratificados podem estar na raíz de alguns movimentos de "caça à multa", pois, segundo parece, os polícias que mais multas conseguirem aplicar são depois premiados com um acréscimo do serviço gratificado. A ser verdade, isso explicaria a "caça à multa" e minaria severamente a autoridade das forças policiais. Não queremos acreditar que assim seja.
Posted by ruipmartins at 04:08 PM | Comments (2)
março 20, 2005
A morte dos dois policias na Amadora
Hoje, dia 20 de Março foram assassinados dois agentes da PSP que faziam patrulhamento num dos vários bairros problematicos que rodeiam a capital.
Os pormenores são interessam à notícia que se esgotará daqui a alguns dias, mas existem algumas questões realmente importantes subjacentes a este fenómeno novo que é do assassinato de polícias:
a) A preparação da polícis, no que respeita a treinamento, parece ser miserável. No caso em análise, um agente foi baleado e os dois restantes acorrem a ajudá-lo, virando as costas ao agressor. Não seria mais sensato ter ficado um a dar cobertura ao segundo que prestava assistência ao seu colega? Aquilo que se passou revela um baixo nível de treino e também muita cabeça quente, justificável num civil, mas de um agente da autoridade esperava-se mais sangue frio. E neste caso, o "sangue quente" custou uma vida adicional.
b) Porque continuam a enviar agentes sem colete à prova de bala para estes locais? É incompreensível que a maioria dos coletes sejam comprados pelos próprios agentes. Não existem razões orçamentais que justifiquem tal laxismo por parte do Estado português
c) Exigem-se mais do que simples declarações de pesar por parte do Ministro da Administração Interna, António Costa. Urge que faça justiça ao seu prestigio e que anuncie medidas para travar este galopar da criminalidade violente que começou à cinco anos. Há que olhar para o modelo Nova Iorquino e ver o que se pode aprender nele, e reconhecer que boa parte do seu sucesso se deveu precisamente no reforço da autoridade da polícia. A este propósito recordemo-nos de que o Ministro da Administração Interna do P.S. que repetidas vezes tomou posições contra a polícia está agora de volta, desta feita como Ministro da Justiça.
d) É necessário desbloquear as verbas para a construção de habitação social para estes locais do concelho da Amadora, de modo a facilitar a operação da polícia nesses hoje labirínticos bairros e melhorar as condições de vida da população, fazendo-a afastar da marginalidade e de vidas feitas à margem da sociedade em que estão inseridos.
e) É necessário dar continuidade aos programas de apoio à juventude que o governo anterior mandou suspender. Os jovens que estes programas tiravam da rua estão hoje de regresso aos gangs de sempre.
f) Estando o tráfego de droga ligado a cerca de 60% de toda a criminalidade, há-que repensar seriamente toda a estratégia de combate à mesma, e determinar onde está a falhar? Falta prevenção? Acção policial? Ou teremos que repensar a própria proibição?
Posted by ruipmartins at 10:25 PM | Comments (0)
O primeiro Gripen húngaro e as escolhas portuguesas

A 26 de Janeiro foi entregue o primeiro caça SAAB JAS-39 Gripen para
a força aérea húngara. Este foi o primeiro aparelho construído de um lote total de 14. Além da Hungria, também a República checa e a África do Sul seleccionaram este caça sueco no reequipamento das suas forças aéreas. A Roménia também está interessada neste concorrente do Typhoon/Eurofighter e acredita-se que seleccionará este excelente caça para a sua força áerea. Estes três países juntam-se ao grupo de países europeus que escolhem fabricantes europeus para os aparelhos que renovarão as suas forças áreas, sendo que a França assentou a sua solução no Rafale e o Reino Unido, a Espanha, a Alemanha e a Itália no Eurofighter. Portugal, para não variar, optou por adquirir mais aparelhos F-16, um modelo americano que começa a ficar obsoleto e dos quais ainda por cima escolheu aviões em segunda mão.
Posted by ruipmartins at 03:03 PM | Comments (0)
O novo lançador europeu VEGA

Daqui a três anos irá ter lugar o primeiro lançamento de um novo foguete lançador de satélites europeu: o Vega. A fase de concepção foi concluída e o arranque da construção dos seus componentes vai começar agora com a construção e testes dos motores.
O Vega, com os seus relativamente pequenos trinta metros de altura (comparados com os 53 metros do Ariane 5 ECA) será capaz de colocar em órbita baixa e polar cargas úteis entre 300 a 2000 Kg, introduzindo-se como um jogador de peso no mercado mundial dos pequenos satélites.
Concebido de raíz a pensar no baixo custo dos lançamentos, o segredo consistiu na reutilização de componentes do Ariane 5 ECA sempre que possível, como o motor de combustível líquido P80. Também a infraestrutura de lançamento da série Ariane foi reutilizada, adaptando o ELA1, o primeiro local de lançamentos dos primeiros Ariane, em 1979.
O primeiro teste do motor de combustível sólido do Vega vai ter lugar na Sardenha, enquanto que em Kourou, na Guiana Francesa, já começaram as obras de adaptação do ELA1.
Mais uma vez, dos sete países que formaram o projecto Vega, notamos a presença dominante da Itália (recordemo-nos que a sonda a Titan, era também liderada pela Itália), em que o domínio transalpino se traduz nos muitos significativos 65%, os restantes 15% são divididos em partes iguais pela Bélgica, Espanha, Suécia, Suíça e Holanda. E onde está o Portugal do “choque tecnológico”? Cadê ele? Ok, talvez este governo não tenha entrado em funções a tempo, mas ainda vai a tempo (3 anos) para se associar ao novo projecto da ESA.
Fonte: ESA
Posted by ruipmartins at 12:02 PM | Comments (0)
A acalmia no Afeganistão

Nos últimos meses observa-se uma nítida redução das actividades insurrectas no Afeganistão. OS talibans e os remanescentes membros da Al Qaeda parecem ter-se evaporado.
A este fenómeno não é estranha a estação invernil que neste país faz tradicionalmente abrandar a actividade militar, mas também não lhe deve ser alheio o substancial reforço das forças militares internacionais da ISAF que ocupam agora o país. Desde Janeiro que a Turquia deslocou para Kabul a experiente 28ª Brigada Mecanizada, juntando-se mais tarde 700 soldados canadianos estacionados na base de Petawawa. A estes contigentes somam-se outros contingentes, em que um dos mais activos tem sido o espanhol. Estes reforços pretendem criar no país a estabilidade necessária para que as eleições de Abril corram bem, e actualmente essas condições parecem criadas.
Actualmente, o exército afegão reúne 19 mil homens e este número deverá subi para 70.000 em 2006.
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março 19, 2005
A PEC e o crónico deficit lusitano

A eminente reforma da PEC que será brevemente negociada pelos ministros das finanças da UE não vai alterar no essencial aquilo que é a PEC enquanto ferramenta neo-liberal de redução do papel social do Estado e do abandono de áreas vitais como a Saúde e a Segurança Social.
A reforma irá consagrar uma série de excepções a determinadas verbas que serão assim isentadas da categoria de "despesas" e farão com os orçamentos dos grandes países europeus como a Alemanja, a França e a Itália saiam da zona perigosa e regressem para dentro do limite do défice para os 3% do PIB. Por exemplo, a França quer isentar os custos das suas operações de manutenção de paz em África e a Alemanha os custos da integração da Alemanha de Leste. Portugal irá passar ao lado destas manobras isentatórias e manter-se dentro deste rigor contabilístico? Se não, até agora não se conhece nenhum argumento semelhante ao alemão ou françês para obter uma isençãozita...
Por outro lado, pretender impôr aos estados europeus um limte de 3% em época de crise é dar dois tiros em ambos os pés nas economias europeias; e sacrificar à contabilidade restrita a economia; é nomear um contabilista ministro da economia, das finanças, da justiça, da administração interna, etc.
É precisamente em época de crise que os governos devem injectar capital na economia quer através de grandes obras públicas, quer através de incentivos fiscais ou subsídios. Foi esse o método seguido para fazer sair os EUA da Grande Depressão e aquele que mais recentemente seguiu o Japão para se reerguer do colapso do mercado imobiliário de 1997. Esses mesmos investimentos fazem agora falta à Europa, mas eis que ela se auto-espartilhou com o PEC. às custas de tanto apertar o espartilho, vamos ver a dama não se estrangula...
Estima-se que o verdadeiro deficit português seja de 5.5% e que com as recentes reduções do IRC suba ainda mais para os 6%... Como compatibilizar isto com a manutenção do nível dos impostos prometida por Sócrates e com as necessidades de investimentos que a retoma exige? Como será possível fazer a quadratura do círculo?
Posted by ruipmartins at 11:58 PM | Comments (0)
Para medir a velocidade da sua ligação à Internet....
Para medir a velocidade da sua ligação à Internet pode aceder num browser a A Beltronica para medir a rapidez da sua ligação à Internet e saber se o seu provider lhe está a dar aquilo que lhe é efectivamente pago...
Posted by ruipmartins at 03:08 PM | Comments (1)
Iraque: Alguns números
Recentemente, meios oficiais americanos comunicaram as suas estimativas (feitas por baixo, com toda a certeza) quanto aos números que constituem as forças rebeldes que os combatem no Iraque. Os rebeldes reuniriam mais de 200 mil combatentes espalhados um pouco por todo o país, mas concentrados sobretudo no chamado "triângulo sunita", em torno de Bagdad. Os EUA estimam igualmente ter morto perto de 15 mil insurrectos, sobretudo nas suas operações contra Falujah.
Para opôr a estes números, os EUA alinham ainda cerca de 165 mil homens, dos quais 35 mil deverão retirar ainda este ano. Uma retirada que aliás vai ser seguida também pelo contingente italiano (o terceiro maior da coligação) e pelos 1200 homens que a Holanda está a retirar da província de Muthana (substituídos apressadamente por 220 soldados britânicos). Estas retiradas, em que se inserem as retiradas anteriores dos contigentes português e espanhol deixam no Iraque apenas os mais fiéis seguidos de Bush: polacos, sul coreanos e britânicos, para além da inepta e corrupta "Guarda Nacional".
Na salganhada que já é o Iraque e que só vai piorar com a fuga das tropas da coligação, somente os Curdos no Norte é que parecem contentes com a concretização informal de uma independência que pediam e mereciam à muito...
Posted by ruipmartins at 02:51 PM | Comments (2)
A fuga da Bombardier

Hoje de manhã, a empresa multinacional Bombardier começou a retirada de duas grandes máquinas-ferramentas das suas instalações da Ex-Sorefame, na Amadora, isto sob a escolta de um forte contingente da PSP.
Apesar da promessa do anterior governo de manter em funcionamento esta fábrica, a gestão da mesma, enceta a transferência destes equipamentos para uma outra sua filial (presume-se que em Espanha), de onde planeia produzir o material circulante que depois vai exportar para Portugal. Semelhante movimentação foi aquela que a Renault conseguiu em Setúbal, como todo o sucesso, pois embora tivesse cessado com a sua produção em Portugal, a marca continua a ser muito (demasiado) vendida aos mesmos portugueses que desertou.
Estas duas máquinas-ferramenta, tinham sido adquiridas ainda quando a empresa Sorefame era do Estado português e não foram portanto um investimento da canibalesca Bombardier, a sua transferência assume consequentemente o padrão de um mero saque ao património nacional feito a pretexto do título de propriedade e com a cobertura das forças policiais, que neste contexto, se erguem como defensores da amoralidade e barbarismo desses canadianos ignóbeis que gerem a Bombardier.
Bem mais úteis seriam essas dezenas de PSPs na Cova da Moura, vingando o seu colega aí assassinado, ou patrulhando as cada vez mais inseguras ruas da capital e dos subúrbios, em vez disso, exibem os seus ventres protuberantes aos trabalhadores desempregados que defendem o que resta da única fábrica que em Portugal fabricava material circulamente para a C.P... Heróica tarefa essa que é a de arriar em país de família empurrados para o desemprego pelos políticos que defendem a tercialização da nossa economia e pelos mega-gestores barbáros que neste país se movem com toda a impunidade.
Da maneira que as coisas andam não me espantaria se as tarefas de polícia fossem subcontratadas por um próximo governo neo-liberal a uma empresa de segurança e depois visse estes mesmos polícias numa muito idêntica manifestação em prol da defesa dos seus postos de trabalho...
Neste contexto, a próxima reunião entre governo, trabalhadores e Bombardier não passa de uma triste palhaçada, porque a debater há somente as paredes da fábrica e mesmo essas sabe-se que a Multinacional já tenta colocá-las no mercado imobiliário...
Posted by ruipmartins at 02:34 PM | Comments (0)
Chavez e o Amigo Americano
Os EUA estão cada vez mais furiosos com a Venezuela. Depois de várias tentativas frustadas de golpes de estado, uns constitucionais, outros militares, outros plutocráticos, os EUA tentam agora encaixar a Venezuela no "Eixo do Mal" e se ainda não o fizeram é porque receiam a galhofa do mundo e a ira da sua própria população hispânica (dentro de 20 anos, estima-se que nos EUA haverá mais falantes de espanhol do que de inglês).
Apesar disso, tudo têm feito para afastar do poder Hugo Chavez, receando a sua proximidade com o tradicional “inimigo” cubano e a sua orientação esquerdista e revolucionária. Se pudessem, os EUA já teriam reensaiado um golpe pinochetiano na Venezuela e colocado no poder um dos seus ditadores de pacotilha.
As recentes aquisições de armamento ligeiro à Ucrânia e de aviões COIN Super-Tucano ao Brasil irritaram ainda mais a administração americana, que recusara recentemente a venda de peças para frota venezuelana de F-16 Fighting Falcon.
Bush e a pandilha que o rodeia têm lançado várias acusações à Venezuela de que esta permitiria a existência de bases da guerrilha colombiana (“narcoguerrilha” segundo eles) no seu território da Amazónia, mas tal nunca foi permitido. Não surpreenderia ninguém se os EUA empurrassem a fiel Colombia para uma guerra fraticida com a Venezuela de modo a depôr Chavez, a pretexto do apoio desde às FARC. Os próximos meses irão revelar mais sobre as verdadeiras intenções dos EUA e da sua real capacidade de influência junto do governo colombiano.
Posted by ruipmartins at 11:47 AM | Comments (0)
março 18, 2005
Nuno da Câmara Besteira
Um dos mais recentes deputados da nação declarou recentemente em entrevista ao DN que "por formação, sou visceralmente contra o aborto, mas considerando os fenómenos da modernidade penso que pelo menos até à maioridade as jovens devem poder prevaricar."
Prevaricar?
As jovens?
fenómenos da modernidade?
Bem sei, que o homem foi escolhido pelo Santanáz Lopes - e isso diz muito da sua qualidade de deputado - mas tanta asneira numa frase tão curta é um feito difícil de igualar.
Para o fadistodeputado:
"prevaricar" é sinónimo de sexo. Assim, ou o indíviduo só pratica o onanismo (certamente a maneira mais segura de evitar doenças venéreas e a sida, pensará a douta personagem). Se para o fadodepo ter sexo é pecar então deve andar muita minhoca e frustação naquela cabeça.
"As jovens" só as jovens é prevaricam/têm relações? E os seus pares, OS jovens? Ou acha o fadista que o sexo só se tem a um (voltamos à hipótese onanista)
"fenómenos da modernidade", por estes não se referia obviamente à Idade Moderna um período histórico que terminou em 1789. Talvez quisesse falar de "fenómenos da contemporaniedade" ou da "época pós-moderna", mas espera aí! O sexo é um fenónemo da modernidade? Julgava que o ser humano sempre praticou sexo, mesmo antes do primero registo histórico, e muito antes de ser mesmo humano. Ou acha o fadista que o Sexo foi inventado no século XVI? Se foi como se reproduziam os desgraçados que tiveram o azar de nascer em época anterior? Onanicamente?
Posted by ruipmartins at 07:24 PM | Comments (1)
março 17, 2005
Cabo Verde na União Europeia: Prós e Contras
A possível entrada de Cabo Verde na UE, recentemente lançada por alguns políticos, vem colocar uma série de questões muito relevantes neste contexto de expansão para leste da União e de término dos subsídios europeus ao nosso país:
Prós de uma eventual adesão de CV à UE:
a) Iria reduzir os fluxos migratórios de CV para a Europa ao contribuir para um maior desenvolvimento da economia local
b) CV possui reservas consideráveis de petróleo que iriam enriquecer a UE, um dos maiores consumidores mundiais dessa fonte energética
c) A abertura da UE a um país africano iria reforçar os laços de solidariedade entre europeus e africanos e seria um factor de estabilização para a conturbada África Ocidental (guerra civil na Costa do Marfim e na Libéria)
d) Iria favorecer o desenvolvimento de CV, e permitiria a este país importar bens europeus em número significativo
e) A Europa deixaria de um "clube para brancos" e isso iria contribuir para uma maior paz social nos países europeus como a França e Portugal onde as comunidades africanas são mais numerosas
f) Pela sua lusitaniedade, proximidade cultural e pela presença de uma numerosa comunidade caboverdiana, a entrada de CV iria aumentar a influência portuguesa na UE
g) A relativa pequenez de CV permitiria a canalização de verbas da UE sem que isso afectasse significativamente as finanças comunitárias
Contras:
a) CV não se enquadra no espaço geográfico europeu, mas a este propósito, nem a Turquia - que está agora em regime de pré-adesão - o e está... E existe igualmente a questão de saber o que a Europa, uma realidade cultural ou geográfica? Culturalmente CV é dos países africanos mais europeízados. Com efeito, era precisamente de CV que saiam os quadros administrativos intermédios para o Império e Províncias Ultramarinas de Portugal, e onde o nível de intrução era mais elevado
b) Com a adesão das economias mais débeis na EU da Europa de Leste e com a esperada entrada de países como a Bulgária, a Roménia e Turquia os recursos económicos da EU estão praticamente esgotados e pouco poderia ser alocado ao desenvolvimento de Cabo Verde
c) A adesão de CV iria dar argumentos a outros países que já mostraram interesse em aderir, como Israel e Marrocos. Aderindo CV, não se vê como se poderia negar essa adesão a estes dois. E isso iria trazer o explosivo Marrocos (integrismo muçulmano e conflitos territoriais no Saara e contra Espanha) e o ainda mais turbulento Israel para o seio da UE
Contudo, como se vê, as vantagens ultrapassam as desvantagens... Uma ideia que devia vingar e cabe a cada um nós fazer viver e singrar até que chegue a bom porto...
Posted by ruipmartins at 09:45 PM | Comments (4)
Furto de Identificação: O que fazer e o que devia ser feito pelo Estado

O furto de identificação ocorre quando um impostor recolhe peças fundamentais da identificação de uma pessoa, assim como o seu número de identificação (vulgo B.I.), a carta de condução (especialmente, as antigas de cartão), ou cartões de crédito ou multibanco e passa a utilizá-los em nome da vítima. A vítima vê o seu crédito bancário arruinado e complicada a sua saúde financeira. Nalguns casos, mais graves, o impostor pode usar o nome da vítima para as suas actividades criminais e esta pode acabar detendo um registo criminal e sendo presa em consequência desta confusão de identidades (conhecem-se vários casos semelhantes nos E.U.A.). Nos E.U.A. durante o ano de 2000, terão ocorrido mais de 700.000 casos de furto e apropriação de identificação, em Portugal não se conhecem números exactos...
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Se pertence à infelizmente longa lista de cidadãos que nos últimos anos viu a sua identificação furtada e que agora assiste à utilização da sua identificação para a passagem de cheques, se estão a usar o seu B.I. para abertura de contas bancárias com o seu nome, se é vítima de processos desencadeados pela acção de falsários, contacte-nos!
Estamos a organizar um grupo de pressão junto da Assembleia da República.
Estamos igualmente em contactos com associações para a defesa de vítimas de crimes para reforçar estas pressões.
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É escandaloso que não exista um sistema nacional de registo de B.I.s furtados!
É escandaloso que as vítimas de furto de B.I. sejam acusadas por processos abertos contra si porque o Estado não só não as defende contra o assaltante, como ainda as persegue com as suas forças policiais!
É escandaloso que lhes fixem a residência durante anos ou mesmo décadas, porque para cada processo (e cada vítima pode ver o seu nome usado dezenas de vezes durante anos). Não lhes basta serem roubadas, abusadas, perseguidas e processadas, como ainda lhes retiram qualquer possibilidade de gozarem férias ou de terem uma vida normal!
É escandaloso que não exista um quadro legal que defenda estas vítimas de furto!
É escandaloso que os nossos B.I.s sejam os mais fáceis de falsificar de TODA a Europa!
Junte-se a nós na pressão sobre a Assembleia da República para a criação de uma Lei que defenda as vítimas de Furto de Identificação!
Mensagem enviada a todos os Grupos Parlamentares da Assembleia da República em 26 de Junho de 2001:
"Pertenço ao número crescente de cidadãos que nos últimos dez anos viram a sua identificação furtada, um número de vítimas que mercê da total inépcia e demissão do Estado na sua defesa têm conhecido um sem número de perseguições e problemas judiciais. A falta de interesse ou o desprezo do Estado por estes cidadãos é a principal causa pela qual estas vítimas de furto se transformam em arguidos em processos judiciais resultantes de falsificações da sua identificação, ou seja, esta omissão transforma as vítimas em "culpados" deixando os falsários quase sempre impunes num crime que as autoridades policiais reconhecem ser de muito difícil combate. Estas vítimas/"culpados" encontram os seus bens penhorados, as suas contas bancárias embargadas, a capacidade de emissão de cheques vedada, o seu tempo gasto em inquéritos e tribunais, a sua paciência e saúde esgotadas, a sua imagem junto dos empregadores e colegas de trabalho prejudicada, tudo isto sem que exista uma qualquer solução para esta sucessão interminável de problemas no horizonte.
É missão dos deputados da Assembleia da República afirmarem-se como defensores da Justiça e dos seus eleitores e legislarem no sentido de suprimir esta gritante injustiça. É sua missão defender os cidadãos que representam no Parlamento. É sua obrigação defender as vítimas dos perseguidores e dos falsários. É sua missão criar a Lei que as forças de autoridade e os tribunais possam seguir para defender as vítimas.
Várias medidas podem ser tomadas para dificultar ou mesmo travar a acção destes falsários de identificação. Ignoro se alguma delas estará já em avaliação, mas se está ninguém tem conhecimento de tal. Ouso modestamente apresentar uma lista de sugestões que talvez queiram seguir:
Quanto ao Cartão de Identidade, vulgo B.I.:
A) Aquando do furto, o cidadão pode requerer junto de uma autoridade policial uma declaração de furto de identificação; mas a este propósito várias questões se levantam:
a1) Este documento é apenas um documento escrito em computador que é impresso por computador, este documento não segue depois para um qualquer registo central ou nacional, residindo apenas no computador pessoal onde foi gravado e impresso em papel (se reside) e no papel que em consequência é impresso e carimbado pelo graduado de serviço.
a2) Que sucede se o cidadão perder esta declaração? Como existe apenas o documento impresso que lhe é entregue, fica óbviamente sem a única ferramenta que o pode auxiliar nesta luta contra a perseguição do Estado e contra as malfeitorias do falsário;
a3) Esta declaração tem valor legal? Garante ao cidadão que viu a sua identificação furtada algum tipo de cobertura legal? Dizem-me que não. Mas se assim é, não se compreende como pode o Estado deixar o cidadão completamente indefeso perante esta situação.
b) Embora os registos do Arquivo de Identificação permitam conhecer o número de renovações de um dado Bilhete de Identidade, esse controlo não existe e a venda de B.I. se vai tornando cada vez mais comum, perante a mais completa passividade do Estado. Através de um controlo deste tipo, seria possível às autoridades detectar casos de B.I. que foram renovadas várias vezes durante alguns anos, casos em que estas identificações renovadas entram no circuito das burlas, dos cheques sem cobertura e da emigração ilegal.
c) Deveria ser possível ao Arquivo de Identificação cancelar um número de B.I. furtado/extraviado e emitir um novo B.I. com um novo número. Desta forma, os cheques e documentos assinados contra presença deste número revelariam que havia sido usado um número obsoleto e desactivado e o andamento dos processos judiciais seria mais rápido, uma vez que a inocência do arguido-vítima poderia ser mais facilmente estabelecida.
d) A segurança contra falsificações dos B.I.s deveria ser claramente reforçada. Não é do desconhecimento público que os bilhetes de identidades emitidos em Portugal são dos mais "falsificáveis" de toda a Europa. É incompreensível como é que em pleno século XXI a fotografia é ainda colada sobre um cartão (podendo ser facilmente substituída) e como é que não existe nenhum tipo de banda magnática no mesmo. Esta banda magnética deveria ter os mesmos dados constantes na impressão e seria usada pelos comerciantes e bancos para confirmar a identidade dos presentes. Como é conhecido, é muito mais difícil reproduzir uma banda magnética deste género do que imprimir uma réplica de um B.I., como prova o escasso (ou nulo) número de falsificações de cartões de Multibanco.
Sistema Nacional de Registo de Furtos de Identificação
a) Deveria existir um sistema central e nacional onde as polícias (PSP, PJ e GNR) introduzissem os números das identificações furtadas, os nomes das vítimas e os contactos telefónicos e postais. Actualmente não existe nada semelhante, nem a nível bancário ou interbancário, nem sequer a nível dos órgãos de segurança. As fotocópias e memorandos que circulam internamente entre os balcões do mesmo banco têm a eficácia nula que todos reconhecem e a inexistência de um Sistema Nacional de Registo de Furtos de Identificação é escandalosa quando consideramos que a pequena criminalidade que furta este tipo de documentos não cessa de aumentar (como o meu caso demonstra) e que as vagas migratórias clandestinas permanecem densas e em crescimento, isto quando sabemos, que são precisamente estes emigrantes clandestinos um dos mercados preferenciais de falsificações de documentos de identificação.
b) Um sistema central de registo de furto de documentos de identificação devia ser mantido e alimentado pelas forças policiais e devia ser de livre acesso a partir da Internet a qualquer um que desejasse ter acesso ao mesmo, nomeadamente a entidades bancárias, locadoras e comerciantes. O sistema poderia igualmente possuir uma interface telefónica, seria assim possível telefonar para um número verde, dizer o número de B.I. que se pretende confirmar e o sistema – por reconhecimento de voz, semelhante ao actualmente em funcionamento no 118 – respondesse se aquele número correspondia ou não, a um B.I. furtado. Daqui em diante, a responsabilidade caberia ao lojista ou ao Banco.
c) Se uma entidade bancária abrisse uma conta com um número de B.I. furtado, sem ter consultado esta base de dados deveria ser responsabilizada totalmente pelos prejuízos que daí decorressem.
Uso Indevido de Cheques
a) Deveria existir um quadro legal que obrigasse a que os cheques não pudessem apresentar impresso o nome de um titular e depois serem assinados por outro nome que nada tem a ver com o primeiro (caso por exemplo, das contas conjuntas ou solidárias). Todos os nomes dos titular deveriam estar impressos nos cheques, nem que fosse necessário usar o verso do mesmo. Os receptores destes cheques deveriam ser obrigados a confirmar sempre a semelhança da assinatura e a correcção dos nomes da identificação e do titular da conta e serem responsabilizadas legalmente pela sua omissão. Actualmente, somente a vítima-arguido assume essa responsabilidade legal, o que constitui mais uma flagrante injustiça do sistema.
b) Deveria ser avaliada a necessidade do chequer ser usado ainda hoje em transacções comerciais de pequena monta. Num mundo em que os meios de pagamentos através de cartão (Multibanco ou Cartão de Crédito) estão generalizados, o Estado deveria providenciar pela limitação do uso do cheque, por ser provavelmente o meio de pagamento mais exposto a falsificações e percas financeiras, quer por parte do lojista que recebe um cheque inválido, quer por parte do arguido-vítima.
c) A esmagadora maioria dos cheques actualmente em circulação não têm validade, e aqueles que têm, têm-na apenas porque esta é uma obrigação ligada à mudança para o Euro. Porque é que esta validade não é obrigatória? Torná-la obrigatória e fazer com que fosse relativamente curta poderia fazer com que os furtos de cheques e que a sua utilização abusiva vissem a sua utilização dificultada e não facilitada, como sucede com o sistema actual.
d) Os Bancos deviam ser obrigados pelo Banco de Portugal a elaborarem avisos de furto de identificação. É inadmíssivel que as entidades bancárias não tenham uma lista de BI furtados (por exemplo, fornecido pelos próprios lesados ou pelas polícias, ou ainda pelo Banco de Portugal) e contudo, vários não têm qualquer sistema de aviso implementado. Ou seja, não existem nestes bancos (nomeadamente, no Barclays Bank, no BES, na CGD e no Santander) sistemas informáticos que permitam introduzir no sistema, número de BI/nomes de identificações furtadas que impeçam a abertura de contas com estas identificações, permitindo obviamente evitar a aparição de uma série de cheques sem cobertura. Um sistema deste género seria extremamente fácil de implementar, uma vez que bastaria verificar o número de BI de uma nova conta numa lista de uns poucos milhares de BI furtados. De todos os bancos, contactados, somente os do grupo BCP é que afirmaram possuir este sistema interno.
e) Os cheques deviam conter os números do BI dos titulares da conta (os casos das contas C/C e C/S). A fotografia do titular devia ser de presença obrigatória no verso. A sua impressão nada tem de transcendente e pode ser feita em qualquer impressão de jacto de tinta, algo que certamente estará ao alcance dos bancos portugueses…
f) Os bancos deviam ser pressionados para aumentar exponencialmente os custos dos cheques (algo que fariam certamente com o maior prazer), de modo a desencorajar o seu uso frequente, isto sabendo que o cheque é actualmente a maior causa de problemas e fraudes fiscais."
g) A Portaria nº 891/2001 reconhece que para os cheques com valores superiores a 12.500$00 existe um risco acrescido de má cobrança. Ora sendo assim, não se compreende como é que cheques de valor elevado – por vezes centenas de milhares de escudos ou ainda mais – são tratados pelo quadro legal como os de pequeno valor. Perante um cheque de valor superior a 12.500$00 o comerciante devia ser obrigado a exigir o uso do cheque visado (Decreto-Lei nº 191/99) e a fazer uma fotocópia do Bilhete de Identidade apresentado contra o cheque.
Organizando o seu caso...
Os casos de furto de identidade podem ser muito complexos. Pode ter que lidar com múltiplas jurisdições, várias instâncias de uso fraudulento, ou não autorizado, da sua identidade e estabelecer contacto com mais pessoas sobre o seu caso do que possa ser humanamente possível alguém recordar-se.
De modo a torna-se uma vítima profissional e eficiente e, sobretudo, de modo a ser um forte advogado do seu próprio caso, é vital que se obrigue a manter uma forte organização do seu caso a partir do primeiro dia. É necessário registar todas as provas, papéis e contactos. Deve manter um diário de modo a ajudá-lo quanto ao que vai acontecendo, a data em que recebe os documentos, quais os documentos que ainda precisa e que podem ajudar a provar a sua inocência e o tempo e dinheiro gastos no seu caso. Esta documentação pode ser útil mais tarde quando requerer a restituição de perdas em tribunal.
Sem experiência, a maioria de nós, acaba por colocar bom número de papéis para dentro de uma caixa ou pasta. Isto simplesmente não funciona; rapidamente esta forma de organização se torna em desorganização e é sempre possível que alguém pense que aqueles papéis não passam de lixo e os coloque exactamente onde eles não devem estar: no lixo... Pode ser mais seguro manter duplicados, especialmente dos documentos mais importantes, tais como a Declaração ou Participação de extravio de documentação emitidos pela polícia. Actualmente, basta deslocarmo-nos a um posto dos CTTs e requer uma fotocópia autenticada, algo que antes só era possível num Notário. Presentemente, os advogados também estão mandatados para reconhecer documentos.
Todos estes papéis podem ser usados num caso criminal e devem ser tratados desse modo. A sua organização é vital na defesa do seu caso.
Algumas vítimas preferem ter toda a documentação organizada em ficheiros, num armário fechado. De qualquer modo, toda a documentação deve ser transportada em cada deslocação à polícia ou aos tribunais. Neste caso, o método preferencial passa por usar uma pasta, com separadores por assunto e onde deve ser colocada toda a documentação que vai sendo recebida. Conserve esta pasta com muito cuidado, e mantenha-a sempre fora do alcance de mãos indiscretas.
Consulte o Decreto-Lei nº 316/97 que trata do regime jurídico do cheque sem provisão, assim como a Portaria 891/2001 que o complementa.
Lista de Documentos que deve possuir:
1) Relatórios de polícia: Este tipo de documentos revestem-se da maior importância. Não basta ter um número de processo ou inquérito. Procure obter cópias de tudo o que está nas mãos da polícia e acompanhe qualquer mudança no número de processo que o seu caso possa sofrer.
2) Relatório cronológico dos acontecimentos: mantenha um diário detalhado tanto em papel como em computador. Comece este relatório a partir do primeiro dia e continue a partir daqui.
Algumas pessoas aproveitam para colocar aqui as suas frustrações e sentimentos a propósito do seu caso. Escreva todas as suas suspeitas. À medida que o seu caso avança poderá esquecer-se dos detalhes. Evite anotas informações importantes em post-its, estes acabarão por se perder, mais cedo ou mais tarde. Escreva directamente num livro de notas, e depois poderá optar por passar esses dados para computador. Esse livro de notas deverá acompanhá-lo sempre e faça dele pelo menos um conjunto de fotocópias de tempos a tempos.
Registe tudo pela data: com quem fala, a sua função, o seu número de telefone e o procedimento que teve que seguir até chegar ao seu contacto.
Inclua tudo o que foi dito, e procure obter um endereço de email ou um número de fax. É preferível obter igualmente um endereço postal.
3) Impressos, Registos de Crédito, Documentos de Cartões de Crédito e provas físicas de fraude: Mantenha tudo o que receber por correio e que tenha algo a ver com o seu caso de furto de identidade, mesmo se de momento não compreende a sua relevância para o(s) seu(s) processo(s).
Dependendo da complexidade do seu caso, pode ter que decidir manter uma secção separada para cada tipo de documento, por banco, ou por cartão de crédito.
Assim que tiver conhecimento de um novo cartão de crédito, compra ou crime realizados em seu nome, procure obter toda a informação relacionada com esse acontecimento. Não aceite um não como resposta. Se a primeira pessoa não ajudar (infelizmente, existe gente que pensa que estão imunes a casos semelhantes) tente falar com o seu superior hierarquico. Se este não ajudar, tente falar com alguém acima dele. Se se trata de um banco, de uma conta ou de um cartão de crédito, e se o seu nome aparece no mesmo, eles têm a obrigação de fornecer toda a informação necessária.
A polícia poderá ter interesse em observar toda a informação que recolher, embora não a possa usar como prova.
4) Relatórios de Crédito: Durante a fase inicial do seu processo, haverá muita actividade, a qual deve ser cuidadosamente registada. Esteja especialmente atento à sua conta bancária e aos movimentos dos seus cartões.
5) Registo de Contactos Telefónicos: Mantenha uma agenda telefónica específica para o seu caso, separada do diário, de modo a que possa encontrar os seus contactos de um modo mais rápido.
6) Custos: Mantenha um registo de todo o dinheiro que gastar com os seus processos, e para que fins foi usado. Anexe recibos, documentando o seu uso específico. Documente e justifique todo o tempo gasto em torno do seu caso.
Registe todas as chamadas telefónicas, sua duração e objectivo, tempo gasto no trabalho incluindo tempo de férias que você perdeu porque gastou tantos dias com o seu caso, custos legais, notários, custos de tribunal, custos de documentação, etc. Se decidir comprar livros, pagar a assistência (advogados, médicos, consultores, babby-sitters, etc.) registe igualmente estes custos.
7) Todos os documentos do Tribunal: Todos, mas todos mesmo, os documentos que sejam enviados ou que estejam relacionados com o tribunal onde o seu processo(s). Anote também o nome de todos os intervenientes do Tribunal que de algum modo participem no seu caso, anote igualmente a sua função e os seus contactos telefónicos, se os tiver.
8) Sumário do Caso até à data: Escreva um sumário com meia página A4 do seu caso, e actualize-o em cada mês. Isto ajudá-lo-á a focar a sua atenção naquilo que é realmente importante no seu caso, responder a questões que lhe possam colocar do modo mais eficiente possível. Se decidir ir aos Media com o seu caso, use este resumo para lhes apresentar o seu problema. Será também útil para apresentar o seu caso a um qualquer elemento do tribunal.
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O que fazer...
1) Localize exactamente todas as utilizações abusivas da sua identificação, se forem cheques, identifique os títulares (se forem cheques roubados a outras pessoas, mas assinados com o seu nome), os bancos, balcões, valores, datas de emissão. Procure carimbos e dados que surjam no verso. Atente à assinatura que imita a sua, verifique se se trata ou não de uma boa imitação. Procure (se possível) fotocopiar esses cheques ou recibos dos cartões de crédito.
2) Contacte as empresas que foram lesadas pelos "seus" cheques. Procure obter delas mais dados: se conhecem as pessoas que os emitiram, datas e horas dos talões de compra. Com sorte, você tem provas testemunhais ou outras que atestem que nesses dias e horas não estava nesse lugar... Peça a essas empresas que enviem alertas a todas as suas filiais sobre o surgimento de cheques emitidos em seu nome ou "assinados" com o mesmo. Verifique se os nomes dos titulares desses cheques (se não for o seu) são já conhecidos pela empresa que foi enganada, se sim, isso pode ser usado em seu favor.
3) Contacte pelo menos os maiores bancos nacionais para averiguar se foram abertas contas com o seu nome e número de B.I. Um dos crimes mais frequentes, mas também dos mais arriscados para o criminoso, consiste em abrir contas novas em seu nome; pedir cheque e depois passá-los de modo a que recaiam sobre si na forma de cheques sem cobertura.
4) Escreva um aviso e distribua-o nas zonas onde o criminoso está a passar cheques, supermercados, centros comerciais e outras grandes superfícies.
5) Publique anúncios em jornais com um aviso semelhante ao do ponto anterior. Pondere a sua publicação cíclica, de dois em dois, ou de três em três meses. A maior parte das vezes o criminoso usa a sua identificação durante dois ou três meses, e depois passa a usar outra identificação, regressando a ela depois. Procure identificar (pelos casos que vão aparecendo) o ciclo adoptado pelo criminoso.
6) Pressione a Assembleia da República e a Provedoria da Justiça para que o Estado adopte um quadro legal (actualmente inexistente) que defenda o cidadão nestas situações.
7) Muito importante... Deixe de se fazer acompanhar pela sua identificação... Use apenas o mínimo obrigatório. Deixe o B.I. em casa, num local seguro e escondido (a sua casa pode ser assaltada...), traga na carteira apenas o número mínimo de cartões de crédito ou de multibanco e nunca divulgue a sua identificação ou dados dela por telefone.
8) Ponderar seriamente se não será mais seguro auto-inibir-se da emissão de cheques. Existe uma remota possibilidade de que o criminoso peça cheques em seu nome, e que o balcão do seu banco não detecte a tentativa.
9) Contacte a APAV e peça o seu apoio jurídico, se não tiver meios financeiros para sustentar um advogado próprio.
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O que pode acontecer
1. Quando o seu B.I. é furtado:
1.1. Pode ser vendido no mercado negro. Na praça do Rossio é possível comprar B.I.s roubados (na mais completa impunidade) por preços entre os 30 a 80 mil escudos...
1.2. Pode aparecer alguém à sua porta com o B.I. que foi roubado, e afirmando que o "encontrou na rua". Se for o caso, dê-lhe uma recompensa. É certo que pode estar a falar com o próprio ladrão, mas os problemas que assim poupa serão imensos.
1.3. Podem usar o B.I. para abrir contas bancárias em seu suposto nome
1.4. Podem contactar locadoras (tipo Cofidis) para obterem empréstimos de consumo em seu suposto nome
1.5. Podem comprar telefones móveis em seu suposto nome e enviar facturas de despesas para a sua morada postal.
1.6. Podem usar cheques roubados a outras pessoas, de contas C/S ou C/C e assiná-los com uma imitação da sua assinatura.
1.7. Podem mudar a fotografia (porque o nosso B.I. é o pior da Europa) e colocar a deles.
1.8. Com os dados do B.I. podem ir ao Registo Civil do seu local de nascimento e requerer uma certidão de nascimento absolutamente legítima. Depois é só irem ao Arquivo de Identificação e pedir um B.I. absolutamente legítimo (também...) e obter um B.I. com a fotografia deles próprios, com a assinatura do criminoso... Tudo legal... Tal é a omissão e inépcia do nosso legislador...
2. Quando o Cartão de Contribuinte é furtado:
2.1. Segundo o provedor do contribuinte, Armindo de Sousa Ribeiro (publicado no DN): "O grande perigo é o cartão do contribuinte roubado ir parar às mãos daqueles que pretendem constituir uma entidade ou empresa com a intenção de fuga fiscal".
Posted by ruipmartins at 07:54 PM | Comments (2)
MacOSX: recuperando um MacOSX avariado

Executar por ordem:
Logado como
1. Existe espaço em disco suficiente? Essa é outra causa menos
conhecida de crashes aplicacionais. Abra o disco e veja se existem
pelo menos 1 Gb livres
2. Se instalou alguma fonte recentemente, remova-a. Muitos crashes são provocados por fontes corrompidas. Veja em Disco:Users:
utilizador)
3. Ligou recentemente algum periférico novo? (scanner, disco externo,
etc?) Um problema nestes, ou com os seus drivers poderão estar na
causa do problema. Remova-o, reboote e teste. Procure versões
actualizadas dos drivers nos sites dos fabricantes.
4. Instalar a última versão do MacOSX, actualmente a MacOSX 10.3.8
Logado como root
1. StartUp Item danificado: Abra a pasta "Library" da raíz e aqui, a pasta "StartupItems" contém todos os instalados. Rebootar de seguida.
2. Bootar com o CD1 do MacOSX carregando em "C" até surgir o
"Preparing Installation", depois pode-se largar a tecla C. No menu
Installer:Open Disk Utility chamar o "RepairDisk", correndo repetidas vezes até que deixem de surgir erros. Depois, correr o "RepairPermissions".
3. Correndo o Onyx 1.2.6 (freeware) no MacOSX para reparar Macs
que tenham comportamento instável e erros no Shim
Executar:
Tab de Finder
.Hidden and System Files -> Execute
.Hidden Files .DS_Store
.Preferences -> Delete
Optimize
Cache -> Sair com Restart que é aqui sugerido
.Apagar todas as aqui listadas
.Executar todas as opções
5. Crashes com aplicações Adobe e talvez relacionados com Fonts
corrompidas
Abrir o /Applications/Utilities/Terminal e escrever
cd /Library/Caches
sudo rm *.fcache*
rm *.FODB*
cd /System/Library/Caches
sudo rm fontTablesAnnex*
Quit ao Terminal
6. Para eliminar a possibilidade de se tratar de uma fonte corrompida, apagar e copiar de volta todo o pacote de fontes
Em último caso...
A. Fazer backup dos documentos dentro da pasta do User, apagá-lo, e
criá-lo novamente (encontra-a em \Users\
Deve copiar os seus ficheiros (e fontes, eventualmente) e só depois apagar a pasta, algo que só pode fazer logado com outra conta.
B. Reinstale todo o MacOSX, comece por não remover a OSX System
folder, se o problema persistir, terá que o fazer. Se se tratar de uma aplicação isolada (por exemplo, o InDesign ou o Illustrator) que crasha muito.
1. Reinstalar a aplicação crashante correndo novamente o seu instalador e reboote logo a seguir.
2. Se a reinstalação da aplicação não resolveu o problema: Tente remover manualmente a aplicação, se esta não tem um uninstaller (o OfficeX é um dos raros a ter...):
2.1. Localize a pasta em \Applications que contém a aplicação e mande-a para o Lixo
2.2. Abra a pasta de \Library e na subpasta \Library\Application Support envie para o lixo tudo aquilo que puder identificar como pertencente à aplicação afectada. Na dúvida, não remova nada.
2.3. No seu Home directory (em \Users aparece com o ícone da casa) e
aqui, em \Users\
possa ter a ver com a aplicação afectada.
2.4. Esvazie o lixo, reboote, instale a aplicação e veja o resultado.
Posted by ruipmartins at 11:24 AM | Comments (0)
MacOSX: Instalando o MacOS 9.2.2 para suportar o Dual boot com o MacOSX 10.3

1. Instalar o MacOS 9.0.4
2. Aplicar o Patch para 9.1
3. Aplicar o Patch para 9.2.1
4. Aplicar o Patch para 9.2.2
(Só com o 9.2.2 é que o Painel de Controlo:Startup Disks vai dar hipótese de bootar em MacOSX e suportar assim o dual boot)
Obs.: O MacOSX pode ser instalado na versão 10.3.1 e depois corrido o combo update directo para 10.3.8 (actualmente)
Posted by ruipmartins at 11:21 AM | Comments (0)
MacOSX: Guia de Troubleshooting de erros em Adobe Illustrator

0. DiskRepair e RepairPermissions com o DiskTool
0.1. Repair Permissions (Applications:Utilities:Disk Utility:Repair Disk Permissions)
0.2. Repair Disk (Applications:Utilities:Disk Utility:DiskRepair)
0.3. Optimizar o disco com o TechTool Pro (correndo a sua bateria de testes, a propósito)
1. Apagar a instalação de Illustrator e instalar nova
1.1. Apagar a pasta na \Applications
1.2. Apagar a pasta na \Library\Application Support (isso fará com que os outros programas Adobe também não funcionem e tenham que ser reinstalados)
1.3. Em Users/
1.4. Esvaziar o Lixo (locked items são esvaziados com a tecla Option enquanto se esvazia o Lixo)
2. Update para o último MacOSX (actualmente o 10.3.8)
3. Update para o último Illustrator disponível (actualmente existe um único patch)
4. Finder:File:Find
4.1. apagar o AdobeFnt05.lst (Illustrator 10) ou o AdobeFnt07.lst (Illustrator CS)
4.2. restart
4.3. Chamar o Illustrator para que seja criado o ficheiro apagado no passo 4.1
5. Perfis ICC corrompidos
5.1. Mover os perfis em /Library/ColorSync/profiles para fora da pasta e recriá-los
6. Desactivar o Universal Acces (reports de conflitos com o Acrobat)
6.1. Na System Preferences:Universal Access desmarcar o Enable Access for Assistive Devices
P.S.:
a) Os logs dos crashes podem ser encontrados em ~/Library/logs
b) Arrancar com o shift pressionado (Safe Boot) e tentar verificar se o erro se repete
Posted by ruipmartins at 11:19 AM | Comments (0)
MacOSX: Utilização de Fontes em MacOSX

As fontes visíveis para todos os utilizadores estão em
/Library/Fonts
/System/Library/Fonts
Para mais informações consultar os artigos da Apple 25710 e 106417
"User" ~/Library/Fonts/
a ~ corresponde à Home Folder do User em \Users
"Local" /Library/Fonts/ Any local user of the computer can use fonts installed in this folder. Mac OS X does not require these additional fonts for system operation. An Admin user can modify the contents of this folder. This is the recommended location for fonts that are shared among applications. (não devem ter fontes em permanência)
"System" /System/Library/Fonts/ Mac OS X requires fonts in this folder for system use and displays. They should not be altered or removed. (15 .dfonts)
"Classic" /System Folder/Fonts/ (devem estar vazias ou com rename para FontsOFF)
Posted by ruipmartins at 11:16 AM | Comments (0)
MacOSX: Quando nos esquecemos da password da conta root

Quando a conta root não funciona e não se quer fazer o Reset através do CD
Abrir o Mac:Application:Utilities:NetInfo Manager
e no menu Security fazer o "Enable Root User" colocando a mesma password do Administrator
(este é o processo que vai "resolver" o problema do user Administrator que passa de "Admin" para "Standard"
Fazer o Restart do MacOS X na menu da Maçã
Após o boot, logando como Administrator
Posted by ruipmartins at 11:04 AM | Comments (0)
MacOSX: erro ao arrancar o MacOS 9.2.2 (classic)

Se após um Update para o MacOS 9.2.2, o primeiro arranque do ambiente Classic no MacOSX der erro ao fazer o Update do Classic Environment, com o erro: "There is a problem with updating the Classic-specific files. Classic was unable to update its files in "System Folder" on "Mac"
Executar cada um destes passos:
a) Instalar o MacOSX 10.3.8
b) No System Preferences:Classic e fazer em Advanced fazer o "Rebuild Desktop"
c) No DiskTool fazer "Repair Permissions"
d) Abrir o "Applications (MacOS 9):Utilities:First Aid" e aqui correr o "Repair Disk"
e) Pelo menos num caso, este erro surgiu quando o ficheiro Mac:System Folder:Extensions:CarbonLib estava em Locked. Desmarcando o erro do Update desapareceu.
Obs.: em System Folder: no ficheiro "Classic Update Log.txt" encontra o log deste update. Na Console do \Applications\Utilities\Console e aqui surgem também estes error.
Posted by ruipmartins at 11:03 AM | Comments (0)
MacOSX: As contas com permissões de administrator perdem-na e tornam-se users normais

Por vezes, as contas Administrator perde a característica de "Admin" e tornam-se "Basic"
Processo 1:
Bootar com o CD1 do MacOSX e sem instalar o sistema chamar o menu "reset password", escolhendo o user "root" e escrevendo a password. Sair com Save e rebootar a partir do disco local. Este reset vai habilitar a conta e a partir daqui podemos usar o root sempre que precisarmos de usar o Authenticate
Processo 2:
Com a conta administrator logada, chamar o NetInfo Manager e aqui abrir o \ Users e escolher aqui o "administrator" fazer o Authenticate e aqui escrever a "administrator" (aqui é aceite). Mudar de authentication_authority ;Basic; para ;ShadowHash;
Fazer depois um Log Out - Log On e a conta Administrator deverá ter novamente permissões de "Admin" (o que pode ser constatado no System preferences:Accounts)
Posted by ruipmartins at 10:57 AM | Comments (0)
MacOSX: Montando um volume de um FileShare Windows

Fazer Go:Connect to Server: smb://servidorWindows
(podem fazer + para adicionar aos favoritos ou arrastar o ícone após montagem no Desktop para os StartUp Items do user em System Preferences:Accounts)
Connect (return)
em Workgroup/Domain: DOMAIN_DO_PC
em Username: (um username deste domain com acesso aos shares em questão)
Obs.: Se os ficheiros a serem lidos no mac tiverem sido originalmente feitos num pc, não haverá problemas, mas, pelo contrário, se foram feitos num mac o facto de terem resource e data fork dar-lhes-á problemas. Na prática, só documentos é que poderão ser lidos usando a ligação SMB, não aplicações.
Posted by ruipmartins at 10:52 AM | Comments (0)
MacOSX: O Trash do User não esvazia

a) Logar como root e abrir o Terminal (\Applications\Utilities)
b) escrever:
rm -f -R * /Users/eu/.Trash
Obs.: Substitua "eu" pelo username do utilizador onde a situação acontece. Normalmente, após este comando, o lixo volta poder ser esvaziado normalmente. Trata-se de um erro de permissões em que o user não tem as bastantes para apagar esses ficheiros (pode tb ser resolvido com uma combinação sudo, chmod, rm sobre o directório \Users\"eu"\.Trash, sendo este um directório invisível ao gui do macosx)
Posted by ruipmartins at 10:22 AM | Comments (0)
março 16, 2005
A Coreia do Norte Nuclear e a exportação de Tecnologia

A recente declaração norte coreana de que teriam já a bomba de fissão e o consequente abandono da mesa de negociações vem colocar o mundo perante a necessidade de agir em relação a esta declaração. E contudo, nada foi dito.
O silêncio pode reflectir prudência ou incapacidade para a acção.
A Coreia do Norte não é o Iraque, nem o Afeganistão. As suas forças armadas ainda que incrivelmente obsoletas (o material mais recente data da década de sessenta) são temíveis pelo número de homens que alinham. A guerra da Coreia de cinquentas mostrou a qualidade do soldado norte coreano. As suas forças armadas, estão segundo se sabe, altamente moralizadas e treinadas, e ao contrário do resto da população, bem alimentadas.
Isso pode explicar o relativo silêncio da comunidade internacional, sobretudo quando se sabe que os EUA apenas têm capacidade para travar uma guerra de cada vez (um dos planos do Bush era tornar as forças americanas capazes de participarem em duas zonas de conflito em simultâneo com forças na escala daquelas que hoje estão no Iraque). As outras grandes potencias militares do mundo não estão unificadas (a Europa) e a China usa os seus interesses na Coreia como moeda de troca no mundo e dificilmente colaborará no derrube do regime de Pyong Yang.
A Coreia do Norte tem a bomba. A CIA estima que terá 4 bombas de fissão, mas estas não estão preparadas para serem transportadas, ou seja, não podem ser colocadas nos vetustos aviões da Coreia do Norte, e não têm as dimensões suficientes para serem transportados pelos seus mísseis de médio e curto alcance. Ou seja, têm a bomba mas ainda não a podem usar... Ainda.
A Coreia do Norte é o grande problema do mundo contemporâneo e ninguém tem força para o resolver. A Coreia do Norte está também a exportar a quem mais pagar pela tecnologia nuclear e de mísseis, o que pode entregar a Bomba a actores ainda mais imprevisíveis do que a Coreia do Norte...
Posted by ruipmartins at 11:20 PM | Comments (0)
A crise demográfica e os votos para as crianças

Recentemente, numa entrevista transmitida na TV, alguém defendia a concessão do direito de voto às crianças, e que este seria o processo de forçar os governos europeus a interessarem-se pela expansão das suas demografias. Naturalmente, esses votos seriam delegados nos seus país, que votariam por si, mas que teriam tantos mais votos quanto mais numerosas fossem as suas famílias.
A radicalidade da proposta é interessante, mas enferma de alguns problemas: desde logo, as famílias mais numerosas são aquelas que pertencem aos escalões economicamente mais desfavorecidos da sociedade e isso iria deformar as intenções de voto a seu favor (o que não seria necessariamente mau, embora destuísse o principio de um Homem, um Voto).
Talvez fosse a alavanca que fizesse interessar os governos pela grave crise demográfica que a Europa atravessa.
Embora os países nórdicos tenham conseguido estancar esse declínio demográfico, o problema é mais grave no Sul da Europa e os fluxos migratórios não têm bastado para o compensar.
Urge tomar medidas drásticas e rápidas, esta e a reduçao substancial dos impostos para as famílias mais numerosas, assim como a criação de redes nacionais de infantários e creches gratuitas seriam determinantes para inverter esta tendência descendente da demografia europeia.
Posted by ruipmartins at 09:11 PM | Comments (3)
A profissionalização de Jorge Coelho
O pretor vitalício do aparelho digestivo do PS, Jorge Coelho, veio dizer que era necessário profissionalizar os escalões
mais altos da função pública de modo a evitar a repetição do fenómeno "Jobs for the Boys".
Na verdade, este personagem exprime no acto uma grandíssima lata: Se bem me lembro nos consulados gutierrez, o PS teria alistado
na FP qualquer coisa como 40 mil boys, batento até o anterior record cabaquiano. E nesses consulados o homem que dominava o aparelho
de onde saiam esses bois era precisamente Jorge Coelho.
É também suspeito que só agora, que o PS é novamente governo surjam estas afirmações: ou será que o que se pretende é profissionalizar
os jobs dos bois que o PS vai agora encafuar na função pública, satisfazendo o apetite das suas bases? Quem vier a seguir que se dane,
mais os seus bois, porque estes já estarão "profissionalizados".
Posted by ruipmartins at 09:02 PM | Comments (4)
A Queda do Império Romano e os EUA

Muito se tem teorizado sobre as semelhanças entre a época da decadência do Império Romano (séculos IV e V d.C.) com a época presente, e nomeadamente com o predomínio "imperial" que os EUA detêm sobre o mundo.
Os EUA dominam militarmente todo o mundo e conseguem enviar forças para qualquer local esmagando toda a oposição local: a sua vantagem tecnológica e logística dão-lhe esse avanço. Roma podia agir de forma semelhante, mas nunca foi capaz de vencer o inimigo parto (iraniano). Ao contrário os EUA parecem capazes de esmagar os seus inimigos, como a Síria, a Coreia do Norte e a potencial China. Mas após conseguirem esse esmagamento (como o Iraque demonstrou aos mais cépticos) não são capazes de manter o controlo do território porque lhes faltam os homens para o fazer. Roma sofria do mesmo problema, e tentou resolvê-lo recrutando tribos bárbaras que recebiam provincias onde se podiam estabelecer em troca do papel de defesa destas que passavam a assumir no papel de "federados". Os federados de hoje são os países que fazem aquilo a que os estrategas americanos chamam de "proxies", países como a Itália, a Coreia do Sul, o Reino Unido, o Egipto, a Turquia. países que nas suas regiões exercem o papel de polícias regionais e paladinos dos interesses americanos em troca de favores diversos, exactamente como Roma fazia com os "bárbaros" que acreditava ter domesticado.
Roma e os EUA têm o comum a ambição de dominaram mais do que os meios à sua disposição lhes permitem. Este abismo entre o desejo e a capacidade para o concretizar irá avolumar-se com o tempo.
Idêntico erro cometeu Portugal nas suas "Descobertas" em que como escrevia Pessoa Portugal "era um anão com braços de gigante querendo abraçar o mundo".
Posted by ruipmartins at 04:28 PM | Comments (2)
Erro "Unable to Format" em USB Strick (RAW)

Se fôr impossível formatar um USB stick (devolvendo este o erro de que não pode ser formatado se estiver em Formato RAW ou se a Policy do sistema favorecer a Safe Removal) pode tentar uma de duas abordagens:
a) Usar uma instalação de Windows 2003 Server e aqui fazer o chkdsk sobre o drive USB (este novo chkdsk recupera sticks onde o XP se mostra incapaz de o fazer)
b) Usar um outro sistema operativo (Linux ou MacOSX) para fazer o Erasa:Initialize para "MS-DOS" (FAT) do Stick.
Conheço e outro caso em que dois sticks danificados foram recuperados desta forma.
Posted by ruipmartins at 09:52 AM | Comments (0)
O aumento do preço da electricidade para as empresas e a Tercialização da Economia portuguesa

Desde a época dos primeiros governo Cabaco que os nossos políticos subscreveram o plano que os senhores da Europa gizaram para nós: Portugal devia abandonar os sectores primário e secundário e converter-se numa economia de Serviços.
O aumento de 5% a 9% (a inflação ronda os 2.4%) é mais um golpe desferido na nossa já muito debilitada indústria.
Fiéis ao dogma, os nossos governantes do "bloco central" - governando em "sã" alternância - mantiveram a fidelidade e pouco a pouco arrendaram, venderam, dividiram e suprimiram a nossa agricultura e um tecido industrial que nunca tendo sido forte, na década de setenta não era de desprezar.
Actualmente, em Portugal, somente a área dos Serviços prospera: O ano de crise (o menor crescimento desde a década de 40...) de 2004 foi também o ano de maior procura de espaços para escritório desde 1999. A Banca e as Seguradoras acumulam lucros atrás de lucros: O nosso sector financeiro é admirado com inveja pela estranja normalmente mais altaneira.
E a nossa indústria? Cadê? Os despedimentos acumulam-se às centenas todas as semanas; metade das nossas exportações resultam da produção de uma única fábrica: a Autoeuropa; os nossos têxteis estão à merçê do campeão mundial de capitalismo selvagem e de mão-de-obra barata: a China; a nossa indústria de defesa evaporou-se; aqui e acolá algumas empresas resistem à maré, mas em contracorrente num meio globalizado cada vez mais agreste. Enquanto isso, a nossa economia, continua a "tercializar-se" (diria a "evaporar-se").
Mas alguém espera realmente que o Turismo vá sustentar um país de 10 milhões de habitantes? E daquia a dez anos a quem vai os Bancos emprestar dinheiro? A nove milhões de desempregados? E a as seguradoras? Venderão seguros a quem nem pode pagar a prestação da casa?
O modelo fanático da tercialização está a dar mostras do que vale: os níveis galopantes de desemprego, a crise estrutural instalada e sem fim à vista, e, sobretudo, o endémico atraso nacional estão ligados em estreita dependência dessa viragem estratégica feita no início da década de noventa e que urge - a bem de todos nós - inverter.
Posted by ruipmartins at 01:34 AM | Comments (0)
março 15, 2005
Sampaio, os Outros e os 2 milhões de pobres
Ontem, o nosso inefável presidente Jorge Sampaio declarou-se espantado por Portugal ao fim de 20 anos de fundos estruturais permanecer um país onde vivem dois (2) milhões de pobres, e perguntando-se que tipo de país seria este onde isto acontecia.
Isso perguntamos nós aos senhores políticos, classe da qual o senhor presidente faz parte...
Nós - por cá - também estamos muito espantados.
Posted by ruipmartins at 02:20 PM | Comments (3)
março 14, 2005
Onde está Portugal? ESA, a Sonda a Titan e o Choque tecnológico

A sonda europia Huygens que fez uma aterragem bem sucedida no satélite de Saturno revela a fraca participação da Ciência nos assuntos da governação deste país. Neste projecto e em muitos outros projectos da ESA (A Mars Express foi a única honrosa excepção) Portugal embora seja um membro de pleno direito da ESA sobressaiu pela ausência.
Na Mars Express que ainda hoje orbita Marte, na Huygens (projecto em que a Agência Espacial italiana tomou a liderança), no orbitador lunar SMART, no falhado lander britânico Beagle2, em todos estes projectos Portugal, a sua indústria e as suas universidades estão ausentes.
O patético "satélite português" (tem apenas 4 bandas de rádio) lançado em pleno cavaquismo não passou de um kit comprado em Oxford e montado pelos alunos finalistas do "pai do satélite português" e não mereceu o título que a nossa mal informada imprensa lhe deu.
Se Portugal quer dar realmente o "salto tecnológico" bem pode começar por dar um "salto espacial" primeiro e ganhar aqui o know-how que poderá depois usar noutras áreas.
Posted by ruipmartins at 04:48 PM | Comments (2)
O ataque à jornalista italiana no Iraque

O recente ataque à jornalista italiana libertada pela Resistência Iraquiana revela alguns aspectos interessantes sobre a situação no iraque:
a) O governo italiano parece disposto a pagar pela libertação dos seus reféns, e aparentemente quantias muito vultosas (fala-se de mais de 8 milhões de euro pagos em troca desta libertação). Esta posição faz anunciar a multiplicação de raptos a italianos e mesmo a outras nacionalidades: o crime compensa...
b) A descordenação entre os serviços de informações que estão no terreno é notória. Dois países aliados, como a Itália e os EUA deviam manter comunicações entre eles de modo a avisarem as forças no terreno da aproximação da coluna italiana.
c) As unidades militares americanas que estão no terreno estão sobre stress e disparam ao mais pequeno sinal de alerta: sinais de um elevado nível de stress que resulta em primeiro lugar do facto de na sua maioria serem recrutas e não soldados profissionalizados e com experiência de combate.
Posted by ruipmartins at 04:11 PM | Comments (2)
março 11, 2005
Linux: Configuração básica da firewall iptables
Segundo uma entrevista a Haradl Welte o coordenador do projecto iptables publicada na revista pcmaster esta seria a configuração básica para a firewall iptables do Linux.
A configuração vai barrar todos os pacotes que queiram entrar 'NEW' e apenas permitirá a entrada daqueles 'ESTABLISHED' e 'RELATED'. Desta forma o utilizador pode navegar e aceder à Internet sem que alguém de fora o invada:
iptables -l INPUT -j ACCEPT -i lo
iptables -l INPUT -j ACCEPT -m state --state RELATED,ESTABLISHED
iptables -P INPUT DROP
Pessoalmente, ainda não os experimentei, mas não quis deixar de compartilhar a "dica".
Posted by ruipmartins at 08:42 PM | Comments (2)
MaNetCabo
O serviço da netCabo continua a degradar-se.
O número de reclamações entregue na Deco avoluma-se e a qualidade e velocidade das ligações é cada vez mais sofrível.
Em algumas zonas de Lisboa só se consegue ligação em dias alternados (convenientemente a Netcabo só devolve o valor cobrado após 48 horas de paragem de serviço...)
A rede está saturada e sem investimentos significativos - que não estão previstos - a situação vai agravar-se à medida que as campanhas muito agressivas do ISP cativarem cada vez mais incautos para a sua já sobrecarregada rede...
Para me acautelar já comprei um Oniduo de que aguardo a activação. Enquanto isso, assisto e sofro com o eminente colapso da operadora monopolista (no cabo) da PT...
Posted by ruipmartins at 08:38 PM | Comments (1)
A Falência da Segurança Social e a Demografia Portuguesa
Na última campanha eleitoral muito se falou da eminente falência da Segurança Social e do risco em que estaríamos de não receber reforma quando chegasse à nossa vez.
Falou-se da necessidade de aumentar a idade de reforma, de reduzir as contribuições, de que os portugueses só deviam viver cinco anos depois de se reformarem (um "santanismo" que passou despercebido a muitos), na necessidade de se incentivarem os dúbios e inseguros esquemas de seguros de reforma, etc.
Mas esqueceu-se o verdadeiro motivo da crise na sustentação financeira da Segurança Social: a nossa baixíssima demografia...
Portugal é dos países europeus (e do Mundo, para dizer a verdade) que menor crescimento demográfico apresenta. Era aqui que os nossos des-governantes deviam deitar os olhos e depois as mãos à obra.
Para tal têm duas abordagens possíveis:
a Endógena e a Exógena
Na primeira há-que motivar a nossa demografia, através de incentivos nos impostos, de uma rede de infantários estatais e gratuitos, de um conjunto de leis que aumentem os meses de apoio à família e parto. As próprias empresas têm que se aperceber que é salutar a médio prazo para elas próprias que as suas funcionárias engravidem, e que estes filhos serão os seus clientes do futuro.
Na abordagem exógena, há que incentivar a imigração. Exactamente, há-que cativar pessoas de valor e com vontade para trabalhar para o nosso país e isso infelizmente dado o estado da maioria dos países do mundo é coisa que não escasseia... Assim, em lugar de combater a imigração há-que estimular a dita, mas seleccionando sempre que possível as entradas.
Com uma e outra abordagem o problema da Segurança Social há-de encontrar solução, haja para tal vontade política e a suficiente determinação.
Posted by ruipmartins at 08:25 PM | Comments (0)
O racismo espacial chinês
A China prepara-se para lançar este ano de 2005 o CZ-5, o mais poderoso foguete jamais construído neste país e que lhe permitirá colocar em órbita - ou ainda mais longe - pesos úteis verdadeiramente significativos.
Com o Cz-5 a China coloca-se definitivamente no grupo das potencias espaciais estando agora na posse de um lançador pesado que lhe vai permitir cumprir as promessas que tem lançado para a arena espacial nos últimos anos:
a) Uma estação orbital tripulada, tipo Salyut
b) Uma missão tripulada circumlunar
c) E, por fim, a aterragem de uma missão humana na Lua e o estabelecimento aqui de uma base semipermanente.
Estranha-se contudo o isolamento do esforço chinês... A China não participa do projecto internacional ISS e está ausente das missões conjuntas ESA-NASA, de que o recente sucesso Huygens-Cassini foi o melhor exemplo.
A única colaboração que a China tem aceitado é a russa, e mesmo essa com severas limitações: A até agora única capsula espacial tripulada chinesa (A Shenyang-4) consistiu numa versão Soyuz TM4 ("modificada", na versão russa, "melhorada" na versão chinesa). Ou seja, quando a China colabora é para receber/comprar tecnologia, o que não é verdadeiramente uma colaboração inter-pares mas mais uma relação estritamente comercial.
Esta atitude revelará um orgulho desmesurado e o racismo que historicamente o "Império do Meio" sempre sentiu em relaçãos "bárbaros", que somos todos nós?
A questão fica no ar...
Posted by ruipmartins at 02:02 PM | Comments (0)
Os helicópteros EH-101 supostamente imobilizados
Tem corrido nalguma imprensa escrita e televisiva a notícia de que os dois primeiros helicópteros EH-101 recebidos eque estão a substituir os vetustos Pumas estariam imobilizados, porque avariados.
Ora bem, essa notícia é falsa: As duas aeronaves têm efectivamente revelado alguns problemas resultantes da sua imaturidade e de se tratarem de modelos completamente novos, mas não estão "imobilizados", como afirma a nossa sempre mal informada imprensa.
Estes helicópteros foram uma das boas decisões do penúltimo governo e pela sua flexibilidade e características prometem uma vinda longa nas FAP.
Fica contudo o lamento de que na sua construção não tenha sido usada a indústria nacional: ferida de morte por décadas de políticos enfeudados ao príncipio da terciarização e desinstrualização massivas da economia nacional...
Posted by ruipmartins at 01:55 PM | Comments (0)
Depois da mesquinhez orçamentista e do caos Santânico, a incógnita Socrática
Depois de anos de obsessão numérica, de tacanho rigor orçamentista, seguidos de poucos mas turbulentos meses de caos santânico, Portugal enfrenta agora essa grande incógnita chamada Sócrates.
Da equipa ministerial reunida em grande segredo parece sobressair uma preocupação com o mérito - um grande contraste com o anterior elenco governativo que parecia ter sido escolhido sobretudo pelo seu grau de amizade ou subordinação a Santânico Lopes - nesse aspecto; um claro sinal positivo.
Quanto à coragem das medidas rápidas e decisivas que têm que ser tomadas... O tempo o dirá...
Posted by ruipmartins at 09:25 AM | Comments (1)
março 10, 2005
A novela libanesa
Os acontecimentos recentes no Líbano assemelham-se cada vez a uma novela da TVI.
a) De um lado temos as manifestações "esmagadoras" de "milhares" de libaneses patriotas que exigem a retirada síria. Sendo que esta terminologia é aquela que as nossas televisões decalcam exactamente nos seus telejornais;
b) Do outro temos manifestações que reúnem entre 300.000 a 1 milhão de libaneses a favor da presença síria. Estas são minimizadas, pela simples razão de que a maioria das nossas notícias são pré-fabricadas na CNN e só depois cá emitidas.
Aqueles que apoiam a posição dos EUA (conveniente anti-Síria, a Síria é o tal elemento fraco num eixo tripartido do mal onde a Coreia nuclear e o populoso Irão são adversários mais temíveis), são de facto dos partidos drusos e cristãos maronitas, isto é, representam menos de 30% da população libanesa. Com efeito, a maioria dos libaneses são de confissão shiita e alinham pelo Hezzbolah pró-Sírio.
Assim, esta súbita erupção de um forjado pela CIA "nacionalismo libanês" não é mais do que uma manipulação "ciática" e a sua oportunidade coloca até a dúvida de saber quem efectivamente mandou matar o ex-primeiro ministro libanês: a Síria que só tinha a perder com toda a perturbação que o assassinato provocou ou os EUA e os maronitas que têm a ganhar com a disrupção do equilíbrio libanês e que assim ganham um pretexto para um ataque à Síria, numa espécie de reedição da "libertação do Koweit" na versão "Libertação do Líbano". Ora, nem a Síria é o Iraque saddâmico, nem o Líbano é um país ocupado por um invasor detestado, como o demonstram os números de manifestantes nas manifs e contra-manifs...
Posted by ruipmartins at 03:46 PM | Comments (0)