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março 22, 2005

O mistério da estátua equestre da ilha do Corvo

Segundo escreve Damião de Góis na "Crónica do Sereníssimo Príncipe Dom João" quando os portugueses chegaram a essa remota ilha encontraram uma estátua equestre no cume noroeste da serra no centro da ilha, colocada sobre um pedestal quadrado. Construída a partir de um único bloco de pedra, a estátua representava um cavaleiro com a sua montada e coberto por um manto e com a cabeça descoberta. Com a mão esquerda segurava as crinas do cavalo e apontava com o direito para Ocidente.

O rei Dom Manuel I teria mandado a Duarte d´Armas que fizesse um desenho da estátua e ordenado o seu transporte para a corte de Lisboa, mas o monarca só viria a receber pedaços do monumento, nomeadamente, a cabeça, e o braço e mão direitos, assim como parte do cavalo. Estas peças teriam sido guardadas no palácio real, tendo-se perdido o seu rasto a partir daqui.

Na base - deixada no Corvo - existiriam algumas letras numa escrita desconhecida que foram copiadas em 1529 por Pedro da Fonseca, mas cujo teor ninguém conseguiu até hoje identificar.

Publicado por Rui Martins às março 22, 2005 08:07 PM

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Comentários

Menzies, who apparently never went ashore on any of the Azores islands, rests his absurd claim on a piece of information he found while reading the 1638 Madrid edition of "Epitome de las Hist¢rias Portuguesas." Its author, whose correct name is Manuel de Faria e Sousa (1590-1649), wrote about a statue of a rider, carved on the summit of a mountain on Corvo island, but the inscriptions at the bottom "we could not understand."

That's all Menzies needed to brazenly declare that "the Corvo horseman was indeed a Chinese statue, perhaps even of the Emperor Horseback Shu Di." Surprisingly, as Menzies adds, "corroborative evidence that the Chinese may have inhabited the Azores comes from Christopher Columbus, who reported a local story of non-European bodies washed onto the beach at Flores, some twenty miles south of Corvo."

With all due respect to Gavin Menzies, I'm unequivocally convinced he went overboard in his far-fetched conclusions. Neither Columbus nor Sousa ever sailed the channel between Flores and Corvo. The reference to the legendary equestrian statue is an impudent plagiarism from a fictitious story written by Damiao de G¢is (1502-74), who never saw the Azores , even from a distance. Corvo is the smallest of the nine Azorean islands, with an area of less than seven square miles, and an estimated population of 400 people concentrated into one little village.

Caspar Frutuoso (1522-91) and Ant¢nio Cordeiro (1641-1722), both Azorean natives and the islands' earliest historians, classified the story of the statue as merely "antigualha mui not vel", (a very notable legend).

Publicado por: Solrac às março 23, 2005 02:57 PM

A tese chinesa é absurda. Alguém pode imaginar que exploradores chineses andassem com uma pesada estátua equestre de um seu imperador nos porões acabando por a deixar numa remota ilha do Atlântico. Quanto à questão do mito: Não existem muitas dúvidas sobre o achado de moedas cartaginesas nesta mesma ilha do Corvo (foram desenhadas e correspondem a moedas reais) num edificio em ruinas junto a uma praia do Corvo, no século XVIII, se a memória não me atraiçoa. Por isso, acredito que esta estátua pudesse ser, como as moedas, cartaginesa (os fenícios navegavam no Atlântico e Hanão, o Cartaginês terá descido até ao Golfo da Guiné). Assim, a estátua poderia estar num navio cartaginês que a levava para uma das colónias no Atlântico. É possível conjecturar que uma tempestada a tenha afastado do rumo, e que a sua tripulação a tenha depositado, juntamente com as moedas, no Corvo.

Publicado por: Rui Martins às março 24, 2005 12:05 AM

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