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março 26, 2005

NEWS: O auxílio privado ao Maremoto da Ásia é maior do que o dos Governos (Portugal incluído)

Segundo notícia da edição online do "Público" os portugueses - agindo a título individual - teriam contribuído mais para a crise do Maremoto na Ásia do que o Estado.
Segundo Cecília Dionísio, do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado citada pelo Público: "O apoio público rondou os 10,5 milhões de euros e as várias campanhas realizadas por organizações não governamentais, empresas associadas e donativos do público em geral ultrapassaram os 11 milhões", aliás as contribuições particulares foram tão generosas que no site da AMI

No site da AMI (Assistência Médica Internacional), lê-se, por exemplo que, "face ao extraordinário contributo da sociedade portuguesa, a fundação tem condições de permanecer no terreno por um período de três a cinco anos".

Este fenómeno não foi exclusivo português, ocorrendo, segundo notícia do Público também no Reino Unido, na Holanda, na Arábia Saudita e na Suíça. As razões para este estranho fenómeno devem-se à crescente retirada por parte dos Estados das áreas de compromisso sociais e de apoio humanitário, áreas onde os Estado neoliberais e neoconservadores da actualidade têm vindo a desinvestir deixando essa acção para ONGs que tentam fazer impossíveis com verbas que são uma fracção daquelas que os governos da década de 70 e 80 reservavam para a intervenção humanitária e social.

Em última instância, as vítimas do Maremoto são vítimas também do neoliberalismo, esse tal "pensamento único" que se infiltrou como um parasita nos partidos de centro-esquerda e centro-direita (o "grande centrão") que nos governam.

Publicado por Rui Martins às março 26, 2005 02:07 PM

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