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abril 24, 2005
O triste estado do Turismo no Algarve
A orientação político económica que os governos pós-Bloco Central tentaram imprimir à nossa economia visava transformá-la numa "Economia de Serviços", onde a produção industrial e agrícola seria para desinvestir enquanto a área dos Serviços seria a raínha desta estratégia económica. Nesta orientação, o sector do Turismo era pedra basilar, e a região do Algarve a Jóia da Coroa.
Nos dias de hoje, o Algarve continua a ser região portuguesa que mais verbas oriundas do Turismo gera, sendo responsável por perto de 10 mil milhões de euros, ou seja, 7,2% do PIB. Este valor corresponde a metade de todas as verbas que esse sector gera em todo o país.
Mas esta "sobreaposta" no Algarve começa a alcançar a saturação. Segundo artigo publicado no Nº1 do "Courrier Internacional", a revista "National Geographic Traveller" coloca o Algarve nos últimos lugares de uma lista de 115 destinos e responsabilizava a "sobreocupação, mau planeamento e ganância" pela má classificação.
Além de termos a apostado no sector errado, também apostamos com demasiada força numa região. Em consequência, a ocupação turística do Algarve é agora demasiado intensa, e, sobretudo, desprovida de qualidade tendo em conta o mau trabalho das Câmaras algarvias no respeita ao excesso de construção e ao ambiente envolvente.
Talvez o provável colapso do turismo algarvio a breve prazo vá estimular ao desenvolvimento turístico de outras regiões menos aproveitadas e faça reflectir sobre a orientação estratégica da nossa economia.
Publicado por Rui Martins às abril 24, 2005 08:45 PM