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abril 17, 2005
As propostas de alteração do regime de Pensões no Reino Unido e nos EUA
Uma proposta eleitoral Conservadora que foi lançada em plena campanha eleitoral no Reuno Unido propõe o depósito de 10 libras por cada 100 que sejam depositados em contas de poupança-reforma. Segundo o lider conservador Michael Howard, o plano faria com que alguém que se reformasse com 65 anos e que tivesse hoje 20 e muitos anos receberia enquanto reformado mais 500 libras por ano.
Esta proposta assemelha-se à de Bush, que afirma que o governo federal depositaria o valor da reforma numa conta bancária que cada futuro pensionista poderia controlar e usar para investir. O seu argumento é de que os privados sabem gerir melhor o seu dinheiro que o governo federal. Em relaçao a este último plano muitas objecções de colocam:
a) Só pelo simples facto de o dinheiro poder ser levantado, isso significa que muitos o levantarão e gastarão em fins menos adequados, tais como em despesas correntes ou compras de luxo. Óbviamente, serão reformados empobrecidos e isso levará a um alto nível de conflitualidade social, a miséria e a pobreza sistemáticas;
b) Economia de escala: Se uma grande verba fôr investida, o rendimento desse investimento tende a ser maior quanto maior fôr a verba investida. Se essa verba fôr dividida por pequenas partes (cada parte, cada pensionista) o rendimento tende a diminuir;
c) Se o Estado pode empregar especialistas no Mercado de Investimentos ou em Poupanças, a maioria dos futuros pensionistas não sabe efectivamente administrar o seu dinheiro e a maioria não disporá dos recursos para entregar essa gestão a um especialista.
Já o plano Tory, é interessante... Desde que não implique a supressão da reformas será aceitável que uma parcela destas seja acumulada em contas bancárias onde os futuros pensionistas possam aceder e manobrar em investimentos.
A diferença está numa questão de amplitude: entregar toda a pensão na s mãos dos futuros pensionistas é arriscado: o dinheiro arrisca-se a não ficar lá daqui a vinte anos... Entregar parte dessa verba e dar aos próprios a capacidade para a gerir pode ser interessante. Por um lado, estimula o sistema bancário e capitaliza-o e ao próprio futuro pensionista, e, por outro lado, liberta alguma carga burocrática ao Estado.
A medida Tory é arriscada. Mas pode ser positiva. A medida Bush é uma asneira e a médio prazo vai fazer disparar os já altos níveis de pobreza nos EUA.
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Publicado por Rui Martins às abril 17, 2005 07:43 PM