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maio 29, 2005
Novamente a Obsessão do Déficit
Portugal anda novamente obcecado com o déficit.
Nas televisões, nos jornais, nas ruas, nos empregos, nos cafés, em todo o lado se debate, bate, fala, refala, sobre o maldito e enfastiante déficit.
Portugal parece sofrer de uma amnésia súbita que o fez esquecer a mais grave crise económica desde a década de quarenta do século passado. Esqueceu também a crescente massa de desempregados que começa a tocar todas as famílias, as faltas de perspectivas para a juventude, a estagnação do seu meio cultural, enclausurado entre os "cultos" que orbitam nas televisões.
Na pequenez que caracteriza o português pós-Alcácer Kebir, ansiamos por agradar aos "Outros", por nos mostrarmos o "bom aluno" cavaquista e não hesitamos em sacrificar a nossa Economia desde que os europeus "gostem de nós".
É óbvio que um país que atravessa uma crise tão grave tem que injectar dinheiro na economia; é ónvio que para combater uma crise desta grandeza o governo tem que investir mais do que os 5% de orçamento que foram previstos para este ano. A França e Alemanha não hesitaram em violar os limites do PEC em anos de crise, porque é que uma das mais fracas economias da Europa tem que cumprir onde os grandes incumpriram?
Basta de cobardia. Diga-se não aos senhores da Europa.
E podemos começar a dizer NÃO no Referendo Europeu. Sigamos o exemplo françês e holandês que certamente vão dar um chuto no rabo da eurocracia que nos quer governar.
Publicado por Rui Martins às maio 29, 2005 12:17 AM