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junho 20, 2005

O Cavaleiro Solitário

Ontem, estava eu numa das minhas raríssimas digressões até essa obrigatoriedade do Mundo Moderno: a Praia, onde deixamos a nossa cútis em troca de boa dose de cancros cutâneos quando oiço, na minha rectaguarda um ruído de motor estranho, viro-me e olho para uma mota de quatro rodas pilotada por um guarda da GNR que em pé, acrobaticamente, patrulhava a praia.

Uma visão reconfortante nesta onda de "arrastões", mas a questão é que estive na praia durante umas boas quatro horas (entre as 11:00 e as 17:00 aproximadamente) e neste período de tempo este guarda passou apenas uma vez, numa única direcção... Quantos kms de praia terá este desgraçado à sua conta? Que poderá fazer um agente isolado frente a um Arrastão de meio milhar de gangsters? Atira-se para a turba e espera que cheguem reforços daí a quarenta minutos? É que isto aconteceu na praia de Tróia onde não existe posto permanente da GNR e onde as forças policiais mais próximas se encontram do outro lado do Sado, em Setúbal à distância de uma lenta travessia de ferry...

Publicado por Rui Martins às junho 20, 2005 09:00 PM

Comentários

Depois de ler este post, fiquei a saber que a praia é agora uma "obrigatoriedade do Mundo Moderno", presumo que te estavas a referir à alteração da cútis como via para uma melhor integração com as minorias étnicas, tal como os piercings, as rastas etc. Também verifico que neste teu "Mundo Moderno" a matemática está diferente, já não é uma ciência exacta, o tempo do 1+1=2 já lá vai agora das 11 ás 17 são 4 horas, ainda não tinha dado por isso, concerteza alguma alteração da nova ministra da educação que me escapou.
Agora em relação à questão de fundo que este post levanta, creio que em Tróia o problema não é grave, pois no caso pouco provável de haver um arrastão, basta esperar por eles à entrada do barco e então aí dar-lhes umas traulitadas bem dadas na mona.

Publicado por: pf às junho 21, 2005 04:19 PM

Ora, é sabido que o intenso calor distorce as mentes e a duração do tempo, logo essa aparente anomalia é de facto um fenómeno relativistico e não um erro como poderia parecer...

Por outro lado, de facto, como o caminho de retorno aos bairros de Setúbal é único (o cais de embarque do ferry) apanhar a maltinha mais o produto dos furtos seria fácil... Basta ficar à espera da chegada do barco. Bem observado!

Publicado por: Rui Martins às junho 21, 2005 05:44 PM

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