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julho 07, 2005

Os atentados de Londres e o fracasso da Guerra no Iraque

A vaga de atentados que ocorreu hoje, 7 de Julho de 2005, em Londres no metro e num autocarro e que segundo o balanço do momento teria provocado a morte a 37 londrinos e mais de 700 (dos quais várias dezenas em estado grave que provavelmente irão fazer engrossar ainda mais o número dos mortos), coloca a certeza da sobre a sobrevivência de células da Al Qaeda na Europa e sobre a inutilidade da guerra que os EUA travam no Iraque contra um tipo diferente de inimigo enquanto desguarnecem as bases da Al Qaeda no Paquistão e no Afeganistão.

Neste contexto os atentados trágicos de Madrid e agora de Londres indicam a total inutilidade na Guerra no Iraque onde - apesar da desinformação que inunda os Media ocidentais - a esmagadora maioria dos ataques são efectuados por ex-baasistas sunitas e não por seguidos do ténue Al Zarqawi (uma invenção da CIA, segundo alguns).

Estes atentados indicam que a "guerra contra o Terrorismo" está a ser travada nos locais errados, contra os inimigos errados.

Alguém se lembra de que Saddam Hussein sempre combateu, perseguiu e até mandou prender e executar todos os extremistas islâmicos que descobriu no Iraque? Este Saddam que hoje aprodreçe numa prisão americana no Golfo poderia estar neste momento a perseguir fanáticos muçulmanos ao lado dos americanos, não fosse a imbecilidade total de George Bush e da sua claque governativa...

Publicado por Rui Martins às julho 7, 2005 09:17 PM

Comentários

Pois, mas esse mesmo Saddam Hussein também estaria a exterminar os curdos, talvez definitivamente. Nunca fui (nem serei) favorável à invasão do Iraque ou a qualquer outra interferência militar nos seus assuntos internos e, por isso mesmo, sinto-me muito à vontade para dizer que o Saddam é um monstro do calibre dos terroristas que matam indiscriminadamente, e de forma premeditada, civis inocentes.

Publicado por: zedtee às julho 8, 2005 09:59 AM

De certo modo, o Saddam merece exactamente aquilo que está a ter... O que digo é que ele mantinha o Iraque controlado, sem ser o ninho e terroristas que é hoje e, sobretudo, sem ser o argumento-prova da "agressão ocidental", dos "novos cruzados" que é.

Publicado por: Rui Martins às julho 8, 2005 11:46 AM

Tem toda a razão no que diz, evidentemente. No entanto, se os 'argumentos' do Iraque e da Palestina não existissem, os extremistas islâmicos arranjariam quaisquer outros. Neste momento, no que respeita ao Iraque, só já lamento que os recursos que por lá têm sido consumidos não tivessem, antes, sido utilizados num verdadeiro combate ao terrorismo. Mas acontece que havia (há) outros interesses envolvidos, nomeadamente económicos e geo-estratégicos (uns e outros estão a revelar-se desinteressantes devido ao actual estado das coisas no Iraque - mais o segundo que o primeiro).

Publicado por: zedtee às julho 9, 2005 02:17 PM

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