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julho 09, 2005

Jardim tem Razão

Nunca pensei via a ser possível escrever estas palavras, mas lá vai: "Jardim tem razão", Isso mesmo, a "besta das bestas", o vitalício cacique madeirense não deixa de ter razão nesta polémica que corre agora os Media sobre a presença de chineses na Madeira.

E tem razão como? Tem razão quando afirma que a Madeira não precisa de empresas e emigrantes chineses. Com efeito, que tipo de empresas chinesas são estas que estão a acorrer a Portugal? Fundamentalmente restaurantes e lojas de comércio que:

a) só empregam chineses, e logo não contribuem para a redução do desemprego em Portugal;

b) que não fazem declarações de impostos, e logo agravam o deficit

c) que não passam recibos, e violam e deixam os consumidores sem provas de compra;

d) que não falam português, e que frequentemente se escudam nesse argumento para negarem a passagem de recibos;

e) que não trocam artigos defeituosos;

f) que servem de fachada para as Tríades (Mafias) chinesas no seu lucrativo tráfego humano para o Ocidente;

g) que contribuem para o agravamento do nosso deficit comercial com a China ao agirem como entrepostos dos interesses comerciais do gigante asiático;

h) que contribuem para a onda de falências que alastra na nossa indústria têxtil e do calçado ao comercializarem exclusivamente artigos de importação chinesa.

Por todos estes argumentos e porque a China é uma ditadura não democrática, opressiva e INVADIU, OCUPA E COLONIZA um país soberano, o Tibete. Por isto tudo, estou - neste ponto - de acordo com Alberto João Jardim.

Mas que fique bem claro! Só neste!

Publicado por Rui Martins às julho 9, 2005 11:38 PM

Comentários

Esqueceu-se de um item: que são fundamentais para a rede de espiões do regime de Pequim (que estas coisas não existem apenas nos filmes do 007).

Publicado por: zedtee às julho 10, 2005 01:39 PM

Sim, é verdade. A espionagem chinesa é particularmente activa no Ocidente, defendo mais interesses comerciais do que interesses propriamente militares ou políticos.

Publicado por: Rui Martins às julho 10, 2005 05:50 PM

Bem ou mal, nunca, mas nunca darei razão àquele energúmeno.
O Eça escreveu um dia que a única coisa que pretendia da monarquia portuguesa era que não o envergonhasse. Como eu o compreendo sempre que o energúmeno do Jardim fala.

Publicado por: pf às julho 11, 2005 02:47 PM

Junto-me ao pf: NUNCA darei razão àquele energúmeno.
Já agora gostava de te recordar que o Alberto João também não quer lá os indianos, os cubanos do continente, os pretos de Lisboa e... eu estou farta de pagar para o manter no poder!

Publicado por: eva lima às julho 12, 2005 10:47 PM

Compreendo bem o que sentem, e tive que engolir uns sapos a escrever estas linhas, mas, a verdade é que as declarações iniciais de Jardim (depois entrou em diarreia verbal) se referiam apenas à "entrada de empresas chinesas" na Madeira, e nesse aspecto estou plenamente de acordo com ele quanto à inutilidade dessas lojas dos 300 e dos restaurantes chineses para a nossa economia.

Aliás, neste mesmo blogue existem uns quantos posts que espelham bem o meu sentir quanto ao carácter do famoso cacique madeirense...

Mas quando alguém fala da China, lembro-me sempre da esquecida invasão do Tibete, um esquecimento que o Ocidente faz questão de manter a favor dos seus interesses económicos e do medo atávico que sente pelo gigante chinês.

Publicado por: Rui Martins às julho 13, 2005 10:05 AM

O Batista Bastos, escreveu no Jornal de negócios este texto fabuloso:

"Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um mastóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.
Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo."

E eu digo, muito bem Batista Bastos, merece de novo o adequado correctivo como já lhe aconteceu no final dos anos 70, quando falando contra o Concelho da Revolução, disse "Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se".

Conta-se então, que o Comandante do regimento de infantaria da Madeira o coronel Lacerda, pediu uma audiência ao presidente da região ( o energúmeno Jardim, claro) e aproximando-se deste, pregou-lhe um valente par de estalos.
O energúmeno foi choramingar ao Concelho da Revolução e o Vasco Lourenço mandou arquivar a queixa, também segundo se conta com os seguintes dizeres " Arquive-se na casa de banho".

Publicado por: pf às julho 13, 2005 01:19 PM

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