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julho 22, 2005
Mengele
As contradições do espírito humano escaparão sempre às minhas modestas capacidades de compreensão.
O famigerado "doutor morte" Joseph Mengele de Auchwitz construíra um Jardim de Infância e tocava violoncelo para as crianças judias que usava nas suas bárbaras experiências. A mesma criança cujo rosto acariciava era aquela a quem horas depois injectava pigmentos na córnea ou dissecava viva e sem anestesia.
Como conseguia Mengele manter esta "vida dupla"? Como conciliava dois aspectos de Si tão contraditórios? para a mitologia nazi os judeus não eram verdadeiramente humanos (untermensch) e assim se compreende - se tal é efectivamente possível - o comportamento de muitos nazis no Holocausto. Mas tal não era o caso de Mengele, que antes das torturas tratava estas crianças como os seres humanos que eram. Seria o tão abusado e usado apelo de "tudo pela Ciência" que nos legou a Bomba de Fissão e o míssil balístico? Sentiria Mengele que a morte e o sacrifício destas crianças eram indispensáveis ao "progresso científico"? Mas se era essa a sua motivação porque injectava tinta nos olhos das crianças? Como podia alguém com um mínimo de conhecimentos médicos acreditar na viabilidade de tal experiência?
O que afinal se passava no espírito de Mengele?
Publicado por ruipmartins às julho 22, 2005 02:32 PM
Comentários
Quem sabe Rui? Quem sabe o que se passava na cabeça desse MONSTRO e de outros. Em 9 de Dezembro de 1946 o Tribunal de Nuremberga, julgou vinte e três alemães, vinte dos quais médicos, que foram considerados criminosos de guerra, devido ás brutais experiências realizadas em seres humanos.
No filme brasileiro “Os Meninos do Brasil” que ficou marcado pelo seu carácter profético, tinha no seu enredo um cientista lunático “Joseph Mengele, o monstro de Auschwitz”, vivia no Brasil com outro nome e dedicava-se a experiências com o intuito de criar um clone de Hitler e assim restaurar o partido nacional-nacionalista. Tempos depois soube-se que o monstro de Auschwitz vivera de facto no Brasil, com a falsa identidade de um pacato alemão.
Morreu afogado em 1991 e só se descobriu a sua identidade posteriormente com exames médicos, tendo infelizmente escapado ás organizações anti-nazistas e ao serviço secreto Israelita.
Publicado por: pf às julho 23, 2005 12:21 AM
Eu acredito que judeus estão abaixo da linha de seres humanos... e sou a favor de manipulação de código genético através de radiação... OU SEJA...
O mapa de dna humano já foi feito! qual o próximo passo?
Publicado por: Gustavo Almeida Digmayer às agosto 17, 2005 08:32 PM