« A Arca da Aliança | Entrada | A novela libanesa »

julho 30, 2005

Sobre a progressão automática nas carreiras da Função Pública

Embora discorde do absurdo desperdício que é o "investimento" na Ota e no TGV, quanto à progressão "automática" de carreiras não vejo como se pode encontrar nesta uma justificação moral. Como deve alguém subir na carreira automaticamente, bastando para isso estar vivo? É vital - para melhorar a eficácia dos serviços do Estado - implementar mecanismos de avaliação de desempenho decentes e acabar com esta progressão automática. Neste aspecto o governo Barroso tinha alguma razão e Sócrates devia ir mais longe do que a mera "suspensão" da progressão automática de carreiras.

Vários mecanismos podiam ser postos em acção para premiar o mérito dos funcionários públicos e simultaneamente melhorar o desempenho e eficiência do Estado; Avaliações independentes; Inquéritos junto de utiliadores de repartições públicas; Critérios quantificáveis; Cumprimento de objectivos pré-determinados, etc. Mas haverá vontade política e determinação para enfrentar os poderosos sindicatos da Função Pública? Suspender não basta, há-que Reformar, e esse é que o verdadeiro passo a dar. Tudo o resto, produz descontentamento, um retorno financeiro reduzido e prejudica alterações mais radicais que se queiram fazer no futuro.

Publicado por Rui Martins às julho 30, 2005 07:13 PM

Trackback pings

TrackBack URL para esta entrada:
http://grunho.weblog.com.pt/privado/t.cgi/98872

Comentários

Comente




Recordar-me?