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julho 06, 2005
TGV e Ota
O recente anúncio da decisão do governo de avançar com o projecto da Alta Velocidade (TGV) e com a construção de um novo aeroporto na Ota, representa um gravíssimo erro, e o primeiro grande "flop" da governação socrática.
No geral, Sócrates tem sabido conduzir bem o navio, mas nestes dois domínios enfiou-o para uma zona cheia de escolhos e receio que tenha comprometido definitivamente a viabilidade deste país. Com efeito, a incrível sucessão de lideres incompetentes que temos escolhido para nos governarem (Guterres, Durão, Santana) deixou-nos numa situação desesperada, numa economia que não cresce, nem tem perspectivas de crescimento, num deficit orçamental crónico e crescente e desprovidos de estratégias a longo prazo. O governo Sócrates seria a última oportunidade que Portugal teria para regressar ao comboio europeu. Ora com o desperdício das poucas verbas para investimento que restam em dois projectos que têm tanto de faraónico como de irrentáveis, comprometeu-se o futuro de Portugal.
Que não restem dúvidas que a Europa já não tem paciência para continuar a financiar a incompetência dos nosso governantes, sobretudo agora que os seus recursos são disputados por dezenas de países mais pobres que o nosso e que perspectiva uma expansão até à Ucrânia e à Turquia (bater na madeira, sff).
Portugal continua a cometer o mesmo erro de Quinhentos e do século XVIII: em vez de investimentos no sector primário, gastam-se rios de dinheiro em transportes, em vevvar daqui para acolá, bens que compramos a terceiros e que compramos a quartos, sem que no país se introduza algum valor acrescentado no processo. Agora com a Ota e o TGV vamos fazer o mesmo: em vez que construir indústrias ou fazer investimentos no sector agrícola, vamos constuir aeroportos e caminhos de ferro que vão facilitar apenas a chegada de turistas a Portugal, perpetuando a aposta falhada no Turismo (Sector Terciário) como a saída para todos os males...
Estas verbas que iremos desperdiçar seriam muito melhor empregues na construção de soluções para o problema energético que nos ameaça a todos: porque não investir na construção de uma rede de centrais eólicas, solares, de maré e até na investigação de reactores de fusão fria ou quente? Estes investimentos seriam compatíveis com o famoso "choque tecnológico" e poderiam compelir à criação de novas indústrias e de emprego em vez que dar os tais 140 mil novos empregos a imigrantes, como aconteceu no Euro2004 e na Expo98...
Publicado por Rui Martins às julho 6, 2005 11:33 PM