« BPI: Campanha vs DesCampanha: 0 a 1 | Entrada | Mengele »

julho 21, 2005

Varrido pelo Político

Embora as razões por parte desta retirada de Campos e Cunha sejam obscuras nos seus detalhes, na essência parece claro que resulta de desentendimentos com o Primeiro Ministro a propósito da realização dos polémicos investimentos da Ota e do TGV.

O professor Luís Campos e Cunha defendia - como nós e qualquer português que conheça um pouco do estado das nossas contas públicas - a suspensão destes dois pesados investimentos de rendimento muito duvidoso. Mas Sócrates vive na obsessão eleitoral dos políticos: "ganhar as próximas eleições" e na compulsão de mostrar "obra feita", ainda que inútil e suicidária para o estado das nossas Finanças.

Nessa contradição entre racionalidade económica e eleitoralismo, venceu o segundo porque o ceptro do poder não se encontrava nas mãos certas...

E lá se vai o Ministro das Cumulações...

Publicado por Rui Martins às julho 21, 2005 08:40 PM

Comentários

Entre os pomposos Manuel Pinho e Mário Lino, e o sério Campos e Cunha, Sócrates não hesitou e assim já pode continuar a falar na OTA e no TGV.

Leio o Link que o "Viagens em Terra Alheia" faz ao publico e dou de caras com o Teixeira Santos Novo ministro das finanças, que segundo a noticia não declara rendimentos ao tribunal constitucional desde 2000.

Gaita..., que isto está mesmo bom para andar na rua, vou mas é ver o meu Sporting que o jogo já começou.

Publicado por: pf às julho 21, 2005 09:33 PM

Hum, eu iria um pouco mais longe... Não será só mostrar obra feita. Digamos que há gente que irá beneficiar com esses projectos, e não somos todos nós.

Publicado por: zedtee às julho 21, 2005 11:47 PM

Hoje em dia as campanhas eleitorais custam autênticas fortunas que só podem ser pagas por contribuições de empresas. Ora entre estas estão as grandes construtoras do país... Por outro lado, numa campanha, é muito mais eficaz (em termos de votos conquistados) usar Obra cimentada como a Ota ou o TGV em vez de uma coisa "virtual" como o equilíbrio das contas, o controlo do deficit, etc.

Foram esses os "pecados" de Sócrates.

Publicado por: Rui Martins às julho 22, 2005 02:36 PM

Um TGV em Portugal faz tanto sentido como uma imagem de Lutero em Fatima. E, se me lembro, os capuchinhos vermelhos do Alem Tejo ja reclamaram apeadeiros emtre Evora e Beja para melhor acelerarem o "camboio."

De Portugal so asneiras; nada mais....

Publicado por: De vagar se fica parado às julho 22, 2005 10:33 PM

Comente




Recordar-me?